sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"Uma verdade Inconveniente"





Eu pessoalmente ainda não tinha visualizado este filme documento.

Em traços gerais constatei, com a minha visualização do filme, que este político Americano e ex candidato à Presidência dos Estados Unidos da América, “abraçou” uma questão que muitos cientistas à escala planetária, já tem vindo a denunciar. Só que “gritos de aviso”, vindos há décadas, de inúmeros cientistas, tem sido ignorados.

Mas, mais vale tarde do que nunca. Al Gore, embora tarde, este político Norte-americano, faz-nos um convite a nós cidadãos do mundo. Um convite (no mínimo) para se reflectir sobre o nosso Planeta em termos de conservação, utilização e transformação. No fundo, de onde vimos e para onde segue a transformação imposta por uns quantos interesses dominadores do planeta.

Na realidade o seu discurso, as questões que ele, e certamente a sua corrente de amigos e colaboradores políticos, ambientalistas e possivelmente interesses económicos, abordam e evidenciam de forma contundente, são já, por si só “Inconvenientes”.

Al Gore, utilizou, no filme documentá rio, imagens e gráficos que são pilares incontornáveis e objectivos dos efeitos devastadores que a sociedade Capitalista consumista, tem desenvolvido e intensificado para seu uso fruto, e desequilibrando todos os equilíbrios da Natureza.

Não devo, nem quero calar que: Al Gore, ao longo da sua vida tem sido um forte aliado deste sistema Capitalista, para quem a verdade é mesmo inconveniente.

Segundo o filme deixa transparecer, a história da vida pessoal de Al Gore, da sua infância, da falência do negócio do seu pai e do acidente sofrido pelo seu filho, terão sido o abanão para que Al Gore evidencie perante o mundo a contradição entre o equilíbrio da Natureza e os interesses dos desequilibradores da mesma Natureza.

Al Gore, após todas as denúncias feitas em” uma verdade “inconveniente” (para ser levado a sério), tem de passar da denúncia à luta política séria, contra o sistema capitalista. Se assim não for, Al Gore não passará de mais um inconsequente político que dá um golpe de asa para ganhar prestígio e muitos milhões de dólares. Se Al Gore não fizer mais do que fez “ Uma Verdade Inconveniente”, até podemos pensar que ficou a receber uma “renda” dada por baixo do pano, paga pelos incomodados com “Uma Verdade Inconveniente”.

Apreciei este acto de Al Gore, assim como de todos aqueles que com ele trabalharam para produzir e realizar esta “Caixa de Ressonância” sobre os crimes cometidos e continuamente repetidos contra a Natureza e contra todas as espécies(incluindo a humana) do planeta que constitui o documentá rio “Uma Verdade Inconveniente”.

É necessário que os cidadãos do mundo se levantem contra o Gang criminoso que dá pelo nome de capitalismo.

Termino este meu comentário dizendo: faço votos para que Al Gore seja um verdadeiro Trânsfuga.



Francisco Tomás

07 de Janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

EM 2011 COMECEMOS A FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO!

Iniciámos o novo ano com mais um pacote de novas (velhas) medidas, mas mesmo assim a festejarmos.


Como é óbvio, o que festejamos foi o facto de estarmos vivos e por isso com esperança de alcançarmosdias melhores. Mas não deixa de ser um paradoxo, mesmo sendo pura coincidência.


Sim, porque para pior já basta o aumento dos impostos, o aumento dos combustíveis, os aumentos generalizados dos preços dos produtos de primeira necessidade, para além do aumento do IVA para 23%, a redução de direitos sociais etc.





Sim, porque os direitos adquiridos até agora, a sua manutenção e possíveis novos direitos, só serão possíveis com várias e de versificadas formas de luta e não esperarmos que aconteçam.




Temos,  cidadãos no geral, que ir à luta e não esperar. Quem sabe das dificuldades em alcançar algo na sua vida de trabalho, não espera que as coisas aconteçam com varinhas mágicas, mas faz, luta e labuta para que elas aconteçam.

Esta é a minha primeira mensagem, neste novo ano, para todos os insatisfeitos, que como eu, procuram todos os dias a mudança social, ambiental, económica etc, etc.

Podem contar comigo pessoalmente e espero que todos os cidadãos do mundo se disponham a engrossar o rio do descontentamento que se tornará num caudal forte e revolto que sairá do leito e fará o que ainda não foi feito em termos de lavar o nosso país da porcaria que transborda das cadeiras da governação. 



Francisco Tomás

Seixal

03 de Janeiro de 2011