domingo, 27 de novembro de 2011

Eu, Tu, Nós e Eles!


Na natureza vivem vários seres vivos, sejam eles microscópicos, gigantes, frágeis ou robustos. Um desses seres vivos é a espécie humana que ao nascer é mais frágil do que qualquer outra espécie.
Todo e qualquer ser humano quando sai da barriga da sua mãe e coloca a cabeça cá fora, a sua primeira reacção é chorar. Mas esse choro é inocente, é desprovido de consciência, é um choro ignorante.
Todo e qualquer ser humano quando nasce “ não sabe que não tem casa” ou que tem casa.
Todo e qualquer ser humano quando nasce não sabe que, se conseguir sobreviver nesta sociedade desigual, apenas tem garantido o direito ao ar, ao Sol e á chuva. Todas as outras matérias foram e são pilhadas e declaradas bens privados, pelos capitalistas usurpadores.
Todo e qualquer ser humano, em rigor, não nasce rico ou pobre, mas pura e simplesmente todos iguais, todos inocentes e todos ignorantes.
Todo e qualquer ser humano não nasce criminoso.
Todo e qualquer ser humano não nasce ladrão.
Todo e qualquer ser humano não nasce bombista.
Todo e qualquer ser humano não nasce grevista, drogado, médico, deputado, advogado, governante, “Chico esperto” ou operário.
Todo e qualquer ser humano, após nascer vai ser formado no seio de uma sociedade que tem um regime social.
Todo e qualquer ser humano após nascer, irá “sofrer”um processo de transformação nas circunstâncias várias da sua vida e todos os factos serão cruciais na sua formação e construção da sua personalidade.
Todo e qualquer ser humano vai ser influenciado pelo ambiente natural, pelo mundo, pela sociedade que o rodeia e envolve a cada momento da sua vida, da sua evolução, da sua formação social que lhe formará a sua consciência.
A diversidade do género humano deve ser procurada no meio social e nas interacções humanas e materiais que rodeia a formação, a transformação e evolução de todo e qualquer ser humano.
Todo e qualquer ser humano no seu processo evolutivo e formativo, como ser social, e em transformação permanente, ele, será inevitavelmente uma fotografia marcada pela moldura que lhe foi colocada pelo meio em viveu.
Esta sociedade que é profundamente desigual em todos os aspectos materiais, incute a teoria da inevitabilidade do rico e pobre, do sempre foi assim e não há nada a fazer, etc.
Mas nem sempre foi assim e não estamos condenados a continuar a viver neste lamaçal.
Isso depende de Mim, de Ti, de Nós e Deles.
Eu estou nessa e tu?

Francisco Tomás
27/11/11

sábado, 1 de outubro de 2011

A TROIKA SÃO OS NOVOS CARRASCOS DOS POVOS!



Exploração até ao tutano

Eles não querem sociedades organizadas, desenvolvimento harmonioso e equilibrado. O que lhes dá milhões são as políticas de pilhagem das matérias-primas. O que lhes dá milhões são as políticas de escravatura dos trabalhadores portugueses, chineses, indianos, vietnamitas etc. Quando estes conseguirem impor mais direitos, melhores salários, eles então vão virar-se para África e começar aí a investir, não para ajudar a desenvolver esses países, mas sim para explorar a sua mão-de-obra.
Todas estas formas de organização económica, social, militar, administrativa, cultural, são o “cancro” das civilizações, das guerras, das desigualdades profundas, da miséria, da fome e das mortes de milhões de cidadãos que, muitos nascem e morrem sem nunca trabalharem. Não porque não queiram, mas porque nos seus espaços de vivência não há.
Chegámos à situação em que se dá todo o valor aos mercados financeiros. À defesa do dinheiro para uns quantos, lançando milhões e milhões de seres na vida degradante, na miséria extrema e na morte.
O sistema capitalista e financeiro, liderado pelo FMI, BCE e Alemães, são os novos e dissimulados hitlerianos, que hoje já não necessitam de abrir valas comuns, porque isso custaria dinheiro que o mercado não aconselha por ser um investimento não rentável, para as suas vítimas que morrem a céu aberto por esses países fora. Os senhores cifrões, não têm coração, no seu lugar têm o cifrão. Solidariedades não conhecem. As suas receitas são para SALVAREM OS INTERESSES FINANCEIROS E ENVIAREM PARA A MORTE LENTA OS POVOS. Nem entre eles próprios há solidariedade, pois quando algum deles está em má situação não o salvam, A RECEITA É O JURO AGIOTA, preparando o seu aniquilamento. Matam-no economicamente comprando pelo preço mais baixo possível e ou juro AGIOTA. Se for de borla, muito melhor.
Esta política sem rosto, mas sobretudo sem coração, na ganância do lucro, de manter os elevados lucros à escala mundial, cava cada dia que passa mais desigualdades. Hoje os seres vivos quase não têm por onde escolher uma vida melhor. Quando um país, mesmo com o seu sistema económico capitalista (hoje são todos à escala do planeta), está quase na cova, fruto das suas políticas. Eles, os financeiros, não o ajudam a salvar. Eles não emprestam, vendem, dinheiro que não é deles, cobrando juros agiotas, e quando desconfiam que os seus parceiros não têm condições de pagar, deixam-nos cair, não vendem mais dinheiro. Mas de quem é o dinheiro que eles dizem emprestar? É dos cidadãos. É dos impostos que cada cidadão paga, e que os governos especulam com ele, como se fosse sua propriedade. Os financeiros, através dos governos dos países por esse mundo fora, foram roubar o dinheiro dos nossos impostos, quando estavam em risco de falência, devido aos seus negócios especulativos.

Contradições Antagónicas

Esta é também uma das grandes contradições do sistema capitalista. Na sua política de sugar, sugar, vão matando tudo à sua volta, seres e planeta, mas vão também cavando o buraco onde vão inevitavelmente cair. Qual é o buraco? É o da revolta humana contra este sistema vampírico, desumano, ignóbil e anti - solidário.
Foi e é este sistema de ideias que tem sido a causa principal dos êxodos rurais, das imigrações e emigrações. As pessoas fogem dos lugares onde estão, porque não tendo trabalho, não tendo ajudas suficientes para manter as suas famílias, terão que se deslocar para outros (cada vez menos) locais com a esperança de encontrar melhores condições de sobrevivência.
Outras deslocar-se-ão por motivos políticos, religiosos, sexuais, culturais etc. Mas a sua grandeza é diminuta.
O desemprego, a falta de ajudas, a redução nos direitos e nas ajudas, as casas que não se conseguem pagar, as rendas de casa incomportáveis quando há milhares de casas fechadas e desocupadas, a falta de trabalho, quando há no planeta tanto para fazer e para o salvar da gula do capitalismo financeiro, é o Tsunami que temos que vencer.
O capitalismo financeiro vive da desorganização das sociedades, da divisão social, do desregulamento das sociedades, da anarquia e do caos. Eles são os descendentes de Hitler. Matam as pessoas, mas agora nas suas próprias casas, nas barracas, nas ruas ou nos campos.
Não precisam de “gastar” dinheiro a construir campos de concentração, assim são mais dissimulados nas formas; as mortes parecem naturais, mas os objectivos são os mesmos. Eles são os seres “superiores”. Todos os outros seres são a carne para alimentar a sua máquina de obtenção de lucro máximo. Esta máquina (capitalismo financeiro) é a principal causa de todos os desequilíbrios nos países, à escala global e por inerência, de todos os males que os seres vivos sofrem no planeta.
A solução não é matar-nos, não é expulsar seres deste ou daquele país, não será ir embora para outro país (podemos ir), mas sim, aqui e em todos os países, ou seja, globalmente no planeta, dizer BASTA E ORGANIZAR-NOS SOCIALMENTE. Esses movimentos sociais existem em cada país. Eles serão cada vez mais fortes e poderosos se convergirem e tomarem a consciência de que tudo o que existe no planeta é para servir todos os seres do planeta. O sol, como tudo o resto no planeta, é de todos, para todos servir e não é pertença de alguns.

Francisco Tomás

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma história de vida entre tantas iguais!

Sou um cidadão do mundo, nascido em Beja, Baixo Alentejo em plena Planície Dourada.
Aí vivi os meus primeiros 19 anos de vida e transformação, biológica e social.
A partir dos anos 50 comecei a sentir no corpo e na vivência do dia a dia que a única coisa que todos tínhamos( os meninos ricos e pobres como eu) era o Sol. Tudo o mais, mesmo um simples bocado de pão não era igual para todos.
Foram tempos difíceis e cruéis, que marcaram o corpo, e começaram a marcar a consciência, como se fosse uma marca Genética.
Acabei a quarta classe tinha 11 anos. Como não havia dinheiro para estudar fui trabalhar.
Dos 11 aos 16 anos fui aprendiz de: Fotógrafo, Mecânico e Serralheiro mecânico.
Decorria o ano de 68 quando me iniciei nos SALÁRIOS EM ATRASO. Nessa época tínhamos a chamada semana-inglesa (trabalhava-se Sábado até ao meio dia). Mas eu e todos os meus camaradas de Oficina fazíamos vigílias as tardes inteiras esperando que o patrão, pagasse a "esmola" que auferíamos ou alguma parte dessa esmola.
A minha sorte foi, chegar a hora de ir para a tropa. Pois, " Fui às sortes e não me safei".
Rumei á guerra colonial sob o lema "O MATAR NÃO ME APRAZ". E desta vez lá me safei, não da exploração e da crise, a qual foi agravada pelo pré miserável que me era imposto.
Regressei da guerra colonial e abracei NOVOS TEMPOS E NOVAS VONTADES. Deixei para trás o Alentejo da minha alma e migrei até á centralidade, perseguindo o sonho de uma vida um pouco melhor.
Mas as dificuldades e a crise teimaram em perseguir-me. Decorria o ano de 73 e eu como muitos outros, todos os dias das nossas vidas, plantávamo-nos junto aos portões da Lisnave/ Margueira, para sermos escolhidos, como se fossemos gado para venda. A escolha era feita pelos empreiteiros que nos alugavam á Lisnave.Os escolhidos, lá iam ser "esfolados" no fundo dos tanques, casa das Máquinas, casa das Bombas, duplos fundos ou noutro qualquer lugar de um qualquer petroleiro ou cargueiro.
Após quatro meses deste ritual diário, fui chamado para fazer exame profissional na escola de formação da Lisnave, fui apurado, e lá me atraquei a ela durante quinze anos.
Mas nos entretantos, chegou a noite desse dia 24 de Abril, que veio abrir os portões da esperança, rumo a uma vida sem crise permanente.
Nessa época no Estaleiro e por todo o país, as pessoas dialogavam mais, mobilizavam-se, organizavam-se e lutavam por ser cidadãos de corpo inteiro.
Nesse turbilhão de novos acontecimentos, de manifestações, assembleias e greves, lutava-se por direitos económicos, sociais mas também por direitos políticos.
Os meses passavam como se fossem relâmpagos. E a crise na minha e na vida de milhões de outros iguais, apenas se atenuou um pouquinho.
Acabado o Verão Quente tão cheio de luz e esperança, eis que chegou o Outono cinzento e negro impondo a tempestade de Novembro e com ela o Sonho Lindo Acabou.
Os donos de Portugal juntaram todos os cacos, e refizeram o "POTE" (governo) que durante os últimos 35 anos tem espoliado os bens públicos e sugado os frutos do trabalho dos milhões de Portugueses.
Eu e a crise, não nos vemos livres um do outro, mesmo vivendo á rasca há longos anos.
De 82 a 85 os tempos foram negros e com a onda do FMI desencadeou-se o "TSUNAMI" dos despedimentos colectivos na Lisnave, de onde fui arrastado para os subterrâneos, não da liberdade, mas para o depósito do desemprego.
Durante algum tempo "andei por aí", não como o outro, mas como milhares de enrascados jogados para o desemprego.
" MUDAR DE VIDA" na caminhada da vida andei por outro portos, até que chegou 2009, e a senhora crise, que sempre carreguei às costas, fez-me tropeçar e cair, novamente no buraco do desemprego.
Trago aqui esta resumida história, de um entre milhões de indivíduos, que metafísica e estatisticamente somos um número.
Biologicamente somos um organismo.
Cientificamente somos 99,99% de genes compartilhados.
Filosoficamente somos um ser humano único, mas distinguível da espécie a ser estudada.
Socialmente somos o produto da Sociedade.
Eis o que sou e são os milhões de Portugueses, produto da sociedade capitalista ( não fruto do destino), que quero derrotar e transformar numa nova sociedade, o Socialismo científico.

Francisco Tomás

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A luta entre contrários



Acredito que sábado dia 12 de Março vá sair às ruas de várias cidades portuguesas, milhares de jovens que, desde que nasceram, ainda não tiveram a simples oportunidade de experimentar um emprego.
Acredito que vão sair às ruas milhares de outros jovens, que desde que começaram a trabalhar, não conseguem sair da precariedade do emprego que se abate sobre eles limitando-os em todos os seus direitos enquanto cidadãos e trabalhadores.
Acredito que vão sair às ruas todos estes precários e muitos outros que, embora trabalhem com emprego dito estável, de estável pouco têm devido às leis que vão sendo vomitadas pelo governo e patrões.
Acredito que vão sair às ruas muitos dos700 mil precários inscritos no IEFP, tenham eles ou não subsídio de desemprego.
Acredito que vão sair às ruas milhares de cidadãos, para gritar a sua revolta contida que após uma vida de trabalho e sacrifício, só conseguiram amealhar sofrimento, doença e miséria para além de receios constantes de ficar sem o emprego.
Acredito que vão sair às ruas milhares de funcionários Públicos que foram atraídos e enganados para um emprego que lhes garantiram ao longo de uma vida que seria estável, mas que afinal é tão precário como os precários capitalistas.
Acredito que vão sair às ruas milhares de cidadãos imigrantes, legais ou ilegais, porque a precariedade é igual para todos.
Acredito que vão sair às ruas cidadãos que se revoltam por serem tratados como números, como se não tivessem vida, como se não tivessem sonhos, como se não tivessem família, como se não tivessem cidadania, como se não tivessem afectos, como se não tivessem idade, como se não tivessem pensamentos etc.
Acredito que vão sair às ruas milhares de vítimas da pobreza, contrários da riqueza.
Acredito que vão sair às ruas milhares de cidadãos com vidas miseráveis que são o contrário da opulência capitalista.
Acredito que vão sair às ruas muitos milhares de cidadãos sofridos, cansados de serem explorados e dominados pelos vis interesses dos capitalistas e dos seus moços de recado, instalados nos vários e sucessivos governos pós 25 de Abril.
Acredito que vamos ser muitos milhares que nas ruas de Portugal, já no dia 12 de Março, vamos gritar a plenos pulmões que estamos fartos das vidas de miséria e que queremos manter a nossa dignidade mas com todos os direitos de cidadãos de corpo inteiro.
Acredito que as Manifestações de dia 12 de Março vão ser o aquecimento para as de dia 19 de Março e caminharmos até onde as nossas consciências nos permitirem.
Disse o cantor “Anda, vamos embora, que o esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”
Francisco Tomás

Seixal, 07 de Março de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Porque silenciam a Islândia?



Há dias recebi por correio electrónico um artigo, que alterei ao lembrar-me de partilhar com todos vós, já que os jornalistas da nossa praça não o fazem, assim serão mais a ler e a ter que pensar nesta, como dizia uma personagem portuguesa”Política porca, porque políticos Porcos, fazem da política porca.”

Estamos neste estado lamentável, em parte, por causa da corrupção interna – pública e privada com incidência no sector bancário – e pelos juros usurários que a Banca Portuguesa, europeia e outros especuladores nos cobram.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkel – a chanceler do Euro – que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
Por isso, acho que será a altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele).
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, têm vindo a dar a volta à crise.






Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a” ajudar”.
Ao poder económico detentor dos meios de comunicação social e de massas, sejam eles televisivos ou jornalísticos, também não interessa divulgar, a forma como a Islândia têm vindo a responder à crise, não vão os cidadãos fazer pagar a dita crise.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas “macaquices” bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de recorrer ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve qualquer compaixão, e a tal “ajuda” ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta” ajuda” seria para “tapar” o buraco do principal Banco islandês (BPN) lá do sítio.
Perante tal situação, os cidadãos mexeram-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos “porcos” e corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não deveriam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim, que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não “estragar” os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços (como parcerias públicas/privado) que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu porque queria era receber os seus lucros, mesmo que moderados. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais (pensaram eles).
Graças a esta política reformista mas de não pactuar com os interesses descabidos do neo
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes um juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a respeitar a vontade dos cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, para que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, parece que não tem feito jogadas nas costas dos seus cidadãos. Parece que está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez e com a vontade da esmagadora maioria dos Islandeses.
Se este exemplo fosse divulgado, certamente que serviria para esclarecer, pelo menos, algumas pessoas que fossem, deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá andam sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os governantes acertam com o capital agiota internacional, e onde muitos cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos, agiotas e exploradores se encham até abarrotar, já seria um bom trabalho jornalístico, informativo, ético, clarificador e corajoso, preenchendo todos os requisitos de uma boa notícia.
Eu, pessoalmente dou por bem empregue o tempo que levei a escrever este trabalho que não vai certamente ter o impacto que teria, um, dirigido às grandes massas dos cidadãos Portugueses.
Francisco Tomás
Cruz de Pau, 20/05/2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

Um dia Mergulhado no Shoping

                         
         
U
m dia destes, levantei-me e comecei o dia com boas acções. Comecei por ajudar a minha companheira a apertar o soutien. Fui ao quarto dos meus netos e já eles estavam às voltas com os Links e queriam fazer uns downloads de filmes, software e books.
-Vá meninos, vamos vestir as farpelas e vamos dar uma volta por aí. Disse-lhes eu. O Vasco pediu para vestir uns coolans porque estava frio e queria levar as calças lewis.
 -Então meninos onde querem ir? Quase em uníssono, lá veio o pedido, em termos de exigência, de ir ao Shoping.
Entra-mos no automóvel e de imediato dispararam o pedido de ligar o MP3 para ouvir as suas músicas preferidas.
Entrados no Shoping e ao deslizarmos pelos corredores do dito, começaram a surgir pedidos, conforme as montras das lojas nos apareciam pela frente:- Eu quero jogar ali no snooker, diz o Vasco Eu quero jogar na playcenter, grita a Iara. A Irina, mais pequena, aponta para a montra à nossa frente e diz que queria um gamboy e jogos.
Chegados à hora do almoço, lá fomos nós ao incontornável Macdonalds, para trincar uns hamburguers.
Terminado o almoço passámos por um daqueles cafés e lá bebemos uns cappuccinos.
Quase terminado o nosso passeio pelo Shoping, ainda “ deitei” os olhos a uma montra de Pcs, Software, Freeware, Gatemay, Hardware etc.
Rumamos a casa, viagem curta, mas divertida com a pequenada.
Chegados a casa, dividimo-nos por vários afazeres. Os miúdos foram para o quarto ver Tv e jogar Gameboy e os “ graúdos” ligaram os Pcs, ligaram o imput no periférico, ligaram a net, viram o e-mail, tiveram dúvidas quanto a irem para o chat e ligaram-se on-line a um Link daquele site preferido.

Francisco Tomás
Março de 2011 
                  

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"Uma verdade Inconveniente"





Eu pessoalmente ainda não tinha visualizado este filme documento.

Em traços gerais constatei, com a minha visualização do filme, que este político Americano e ex candidato à Presidência dos Estados Unidos da América, “abraçou” uma questão que muitos cientistas à escala planetária, já tem vindo a denunciar. Só que “gritos de aviso”, vindos há décadas, de inúmeros cientistas, tem sido ignorados.

Mas, mais vale tarde do que nunca. Al Gore, embora tarde, este político Norte-americano, faz-nos um convite a nós cidadãos do mundo. Um convite (no mínimo) para se reflectir sobre o nosso Planeta em termos de conservação, utilização e transformação. No fundo, de onde vimos e para onde segue a transformação imposta por uns quantos interesses dominadores do planeta.

Na realidade o seu discurso, as questões que ele, e certamente a sua corrente de amigos e colaboradores políticos, ambientalistas e possivelmente interesses económicos, abordam e evidenciam de forma contundente, são já, por si só “Inconvenientes”.

Al Gore, utilizou, no filme documentá rio, imagens e gráficos que são pilares incontornáveis e objectivos dos efeitos devastadores que a sociedade Capitalista consumista, tem desenvolvido e intensificado para seu uso fruto, e desequilibrando todos os equilíbrios da Natureza.

Não devo, nem quero calar que: Al Gore, ao longo da sua vida tem sido um forte aliado deste sistema Capitalista, para quem a verdade é mesmo inconveniente.

Segundo o filme deixa transparecer, a história da vida pessoal de Al Gore, da sua infância, da falência do negócio do seu pai e do acidente sofrido pelo seu filho, terão sido o abanão para que Al Gore evidencie perante o mundo a contradição entre o equilíbrio da Natureza e os interesses dos desequilibradores da mesma Natureza.

Al Gore, após todas as denúncias feitas em” uma verdade “inconveniente” (para ser levado a sério), tem de passar da denúncia à luta política séria, contra o sistema capitalista. Se assim não for, Al Gore não passará de mais um inconsequente político que dá um golpe de asa para ganhar prestígio e muitos milhões de dólares. Se Al Gore não fizer mais do que fez “ Uma Verdade Inconveniente”, até podemos pensar que ficou a receber uma “renda” dada por baixo do pano, paga pelos incomodados com “Uma Verdade Inconveniente”.

Apreciei este acto de Al Gore, assim como de todos aqueles que com ele trabalharam para produzir e realizar esta “Caixa de Ressonância” sobre os crimes cometidos e continuamente repetidos contra a Natureza e contra todas as espécies(incluindo a humana) do planeta que constitui o documentá rio “Uma Verdade Inconveniente”.

É necessário que os cidadãos do mundo se levantem contra o Gang criminoso que dá pelo nome de capitalismo.

Termino este meu comentário dizendo: faço votos para que Al Gore seja um verdadeiro Trânsfuga.



Francisco Tomás

07 de Janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

EM 2011 COMECEMOS A FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO!

Iniciámos o novo ano com mais um pacote de novas (velhas) medidas, mas mesmo assim a festejarmos.


Como é óbvio, o que festejamos foi o facto de estarmos vivos e por isso com esperança de alcançarmosdias melhores. Mas não deixa de ser um paradoxo, mesmo sendo pura coincidência.


Sim, porque para pior já basta o aumento dos impostos, o aumento dos combustíveis, os aumentos generalizados dos preços dos produtos de primeira necessidade, para além do aumento do IVA para 23%, a redução de direitos sociais etc.





Sim, porque os direitos adquiridos até agora, a sua manutenção e possíveis novos direitos, só serão possíveis com várias e de versificadas formas de luta e não esperarmos que aconteçam.




Temos,  cidadãos no geral, que ir à luta e não esperar. Quem sabe das dificuldades em alcançar algo na sua vida de trabalho, não espera que as coisas aconteçam com varinhas mágicas, mas faz, luta e labuta para que elas aconteçam.

Esta é a minha primeira mensagem, neste novo ano, para todos os insatisfeitos, que como eu, procuram todos os dias a mudança social, ambiental, económica etc, etc.

Podem contar comigo pessoalmente e espero que todos os cidadãos do mundo se disponham a engrossar o rio do descontentamento que se tornará num caudal forte e revolto que sairá do leito e fará o que ainda não foi feito em termos de lavar o nosso país da porcaria que transborda das cadeiras da governação. 



Francisco Tomás

Seixal

03 de Janeiro de 2011