É recorrente ouvir muitos analistas, sobre a crise actual do sistema económico capitalista, afirmarem não existir alternativas.
É verdade que no esquema de pensamento único do sistema económico capitalista, não há muito a fazer, ou seja, não há outros caminhos.
Mas há alternativas. Quem quer procurar alternativas ao sistema económico capitalista, só o consegue se colocar em causa o sistema de propriedade privada dos meios de produção e a propriedade privada sobre os sectores estratégicos das sociedades.
É preciso colocar em causa o sistema económico, que desde a revolução industrial gere as sociedades, para o bem (pouco) comparado com o (mal) muito para os cidadãos do mundo.
Se desde a revolução industrial são as ideias económicas capitalistas que gerem as sociedades, são elas que desenvolvem as crises sistémicas que tem abalado as economias e devastado os cidadãos do mundo com desemprego, miséria, fome, guerras, sofrimento e morte.
É, no meu entender, por tudo isto que ciclicamente nos destrói, que devemos colocar em causa o sistema que gera tal destruição.
É, no meu entender, uma atitude sã a de procurar as verdadeiras causas dos problemas que afetam os cidadãos do mundo e procurar, debatendo e questionando, soluções para resolver os malefícios causados pelos mentores e gestores das sociedades capitalistas.
É, no meu entender, uma tentativa de contribuir para a salvação da humanidade, já que o capitalismo pouco mais, do que miséria, fome, sofrimento e morte, nos tem para "oferecer". Já que a riqueza produzida é para muito poucos e os milhões de cidadãos do mundo são excluídos do usufruto da riqueza produzida. Se assim é sistemicamente, porque deveremos, nós cidadãos maltratados, defender um sistema económico que só tem austeridade, miséria, fome e sofrimento para quem tudo produz?
É desumano, é aviltante defender uma vida de sofrimento para milhões e de riqueza e luxuria para banqueiros, financeiros e seus patrões e apoiantes?
Este mundo está ao contrário, do qual devemos querer e nos servirá, por esse facto deveremos pô-lo em causa e pensar em alternativas.
É, no meu entender, do interesse material e espiritual, de cada cidadão do mundo, pensar e produzir ideias fora das políticas económicas, que nos têm lançado em crises sucessivas.
O sistema económico capitalista, que no imediatamente pós revolução industrial, incrementou transformações na produção, na economia, na organização dos estados, assim como no bem estar dos cidadãos, mas que rapidamente entrou em contradição com os interesses dos trabalhadores e cidadãos do mundo.
Urge, pois, no meu entender, dar força ás ideias dos equilíbrios sociais, dar força ás ideias da solidariedade, dar força ás ideias do bem público para o bem social, em detrimento do privado.
O Socialismo é pois a alternativa emergente.
Francisco Tomás