sábado, 11 de janeiro de 2014

COMEÇAR JÁ A PREVENIR, ANTES QUE CHEGUEM OS FOGOS!





PREVENIR os fogos no Verão deverá começar, já, tomando medidas para elaborar um cadastro da propriedade rústica florestal, baseado na actualização do cadastro geométrico da propriedade rústica, que sirva de base ao desenvolvimento de uma política florestal.
PREVENIR os fogos de Verão deverá começar, já, tomando medidas de defesa da Silvicultura Preventiva implementando modelos de gestão florestal adaptados às condições ecológicas locais, tendo como base o tipo de Solos, os Declives, o Clima, o Coberto Vegetal, com toda a biodiversidade associada, assim como a necessidade de reduzir a biomassa nas áreas mais sensíveis ao fogo.
PREVENIR os fogos de Verão deverá começar, já, tomando medidas de Planeamento e Ordenamento da Floresta, repondo as práticas agro florestais tradicionais, Abandonando as Opções de reflorestação das monoculturas de Pinheiro bravo e a expansão massiva dos Eucaliptais, que vieram aumentar o risco à propagação de incêndios.
PREVENIR os fogos de Verão deverá começar, já, por rever a legislação, sobre o Crime garantindo o aumento da responsabilidade Criminal para os actos de Dolo e Negligência, que constituirá a falta das medidas preventivas, quanto aos fogos.
PREVENIR os fogos de Verão deverá começar, já, tomando medidas para abrir caminhos, colocar pontos de água, assim como para aumentar a vigilância através de várias formas e meios.
PREVENIR os fogos de verão deverá começar, já, tomando medidas e Monitorizando o Território, aumentando a eficácia da fiscalização de todas as regras de Ordenamento e Gestão aprovadas para os espaços florestais.

É preciso começar já, pois ontem já era muito tarde para uma política de PREVENÇÃO a sério!


Não será um caminho de curto prazo, mas será o caminho que muitos países europeus já percorreram com resultados e ganhos evidentes.


O governo gasta, anualmente, 74 milhões de euros no combate aos incêndios florestais. Mas, o mesmo governo gasta, regra geral, anualmente em PREVENÇÃO 24 milhões.
No total gasta-se com os fogos, na melhor das hipóteses 98 milhões de euros, para além de todos os outros gastos directos e indirectos.
Não será melhor inverter a lógica? Não será melhor investir70 milhões em PREVENÇÃO a sério, para limitar ao máximo a devastação florestal, humana, habitacional, económica e social causada pelos fogos?
Certamente que sim, e é esse caminho que é defendido por inúmeros e prestigiados técnicos.
Eles defendem que, primeiro a PREVENÇÃO e VIGILÂNCIA e no fim da linha, se houver fogos florestais, virá o Combate, ainda que tenha de ser melhorado, na sua Coordenação Operacional dos Meios Terrestres e dos Meios Aéreos.

O que está o governo a fazer?

Francisco Tomás

11/01/2014







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