sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

CUIDADO COM OS RATOS DE SACRISTIA!


O chamado Don Piero Corsi, padre se San Terezo, no norte de Itália, afixou na porta da igreja no dia de Natal, um manifesto onde dizia que as " mulheres, com as suas roupas curtas e ofensivas, estão a afastar-se da vida virtuosa em família, provocando instintos em criminosos." E disse mais: " elas devem fazer exame de consciência e perguntar a si mesmas se não são elas que procuram atencões indesejadas."
Pelos vistos a igreja católica está infestada de ratos Don Pieros.
Eles, Don Pieros, "acham" que os criminosos sexuais são provocados pelas mini saias, pelos decotes, sem botões, ou pelos calções, ofensivamente, curtos.
Está justificado porque motivo os padres, VESTIDOS DE BATINA, nunca foram molestados sexualmente.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CAPITALISMO FONTE DE RIQUEZA, MISÉRIA E MORTE!

É recorrente ouvir muitos analistas, sobre a crise actual do sistema económico capitalista, afirmarem não existir alternativas.
É verdade que no esquema de pensamento único do sistema económico capitalista, não há muito a fazer, ou seja, não há outros caminhos.
 Mas há alternativas. Quem quer procurar alternativas ao sistema económico capitalista, só o consegue se colocar em causa o sistema de propriedade privada dos meios de produção e a propriedade privada sobre os sectores estratégicos das sociedades.
 É preciso colocar em causa o sistema económico, que desde a revolução industrial gere as sociedades, para o bem (pouco) comparado com o (mal) muito para os cidadãos do mundo.
Se desde a revolução industrial são as ideias económicas capitalistas que gerem as sociedades, são elas que desenvolvem as crises sistémicas que tem abalado as economias e devastado os cidadãos do mundo com desemprego, miséria, fome, guerras, sofrimento e morte.
É, no meu entender, por tudo isto que ciclicamente nos destrói, que devemos colocar em causa o sistema que gera tal destruição.
É, no meu entender, uma atitude sã a de procurar as verdadeiras causas dos problemas que afetam os cidadãos do mundo e procurar, debatendo e questionando, soluções para resolver os malefícios causados pelos mentores e gestores das sociedades capitalistas.
É, no meu entender, uma tentativa de contribuir para a salvação da humanidade, já que o capitalismo pouco mais, do que miséria, fome, sofrimento e morte, nos tem para "oferecer". Já que a riqueza produzida é para muito poucos e os milhões de cidadãos do mundo são excluídos do usufruto da riqueza produzida. Se assim é sistemicamente, porque deveremos, nós cidadãos maltratados, defender um sistema económico que só tem austeridade, miséria, fome e sofrimento para quem tudo produz?
É desumano, é aviltante defender uma vida de sofrimento para milhões e de riqueza e luxuria para banqueiros, financeiros e seus patrões e apoiantes?
Este mundo está ao contrário, do qual devemos querer e nos servirá, por esse facto deveremos pô-lo em causa e pensar em alternativas.
É, no meu entender, do interesse material e espiritual, de cada cidadão do mundo, pensar e produzir ideias fora das políticas económicas, que nos têm lançado em crises sucessivas.
O sistema económico capitalista, que no imediatamente pós revolução industrial, incrementou transformações na produção, na economia, na organização dos estados, assim como no bem estar dos cidadãos, mas que rapidamente entrou em contradição com os interesses dos trabalhadores e cidadãos do mundo.
Urge, pois, no meu entender, dar força ás ideias dos equilíbrios sociais, dar força ás ideias da solidariedade, dar força ás ideias do bem público para o bem social, em detrimento do privado.
O Socialismo é pois a alternativa emergente.


Francisco Tomás

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Todos Diferentes e Todos Iguais!


Todos nós, seres humanos, possuímos um património genético, o nosso próprio (ADN), o que nos torna únicos, diferentes ou desiguais. É esta molécula, (ADN), que fazendo de nós quase iguais, quase gémeos também nos faz todos diferentes, desiguais e únicos.
Os seres humanos têm 99,99% de genes que compartilhamos entre nós. A genética baniu de vez o conceito de raças, reduziu as diferenças a etnias. As diferenças biológicas são ínfimas entre nós, mas as diferenças sociais e económicas são mais que muitas.
 E não deixa de ser lamentável que, a CONSTITUIÇÃO e os deputados, portugueses, continuem presos ao conceito anti cientifico (para não dizer outros nomes) de dividir e classificar as etnias de RAÇAS.
Pois assim, continua a rezar o articulado da constituição Portuguesa e o articulado do tratado de Lisboa.
               

A história da nossa espécie, as migrações, as perseguições em rotas de caça, as conquistas de espaços, territórios, as técnicas de desenvolvimento, as visões de grupo e de poder sobre os restantes seres, reflectiram-se no desenvolvimento desigual dos seres, das sociedades, dos países e dos continentes.
                Os milhões de anos de evolução e transformação até aos dias de hoje foram e são desprovidos de sentimentos de IGUALDADE, actuações de socialização dos meios de produção, de partilha das mais-valias e por inerência das desigualdades reais determinantes entre os homens: AS DESIGUALDADES ECONÓMICAS SÃO O FRUTO DO SISTEMA CAPITALISTA QUE É A MÃE E O PAI DE TODAS AS DESIGUALDADES.
A organização das sociedades baseadas no sistema económico de mercado, leva os seres humanos a matarem-se a trabalhar na esperança de alcançar uma vida melhor. Mas o que nos acontece? Matamo-nos a trabalhar para perpetuar uma vida miserável, de PROFUNDAS DESIGUALDADES ECONÓMICAS para quem trabalha, e uma vida faustosa para quem arrebata as mais-valias produzidas pelos cidadãos trabalhadores.
                O perpetuar desta vida de escravidão gera um turbilhão de sentimentos, sobre os senhores do dinheiro. Sentimento de angústia, de salve-se quem puder, de individualismo, de inveja, mas também de revolta, muita revolta contra o sistema económico, organizativo e social que nos governa e gera as desigualdades económicas e sociais. Estes sentimentos são o gérmen da necessidade de transformação das nossas vidas. São a tomada de consciência da necessidade de uma outra forma de organizar as sociedades, com um conteúdo mais justo. Essa sociedade, na minha opinião e baseado na reflexão sobre a evolução histórica das sociedades, NÃO VAI SER TAMBEM IGUALITÁRIA. Não será igualitária, porque objectivamente não há nem haverá sociedades igualitárias, quer na repartição do trabalho, quer na repartição da riqueza.
                Essa sociedade, que pessoalmente preconizo, será uma sociedade em que o primado da economia será pública e as mais-valias reverterão para todos os cidadãos, através do aumento do bem-estar social.
                Essa sociedade formará as consciências humanas, baseadas em novas práticas de distribuição das mais-valias e dos bens sociais, para aceitarem pacificamente as DESIGUALDADES objectivas da sociedade. Acredito que será possível transformar as consciências humanas, para aceitarem sem dramas e pacificamente que um outro ser humano que precisa mais, terá mais, mesmo que esse cidadão não possa dar quase nada á sociedade.
Isto será possível desde que os cidadãos mudem as suas consciências e se organizem tendo como CENTRO DA VIDA A SUA VIVÊNCIA, A SUA SOBREVIVÊNCIA EM ARMONIA COM A NATUREZA.
Trabalharmos para viver de forma equilibrada com a natureza e não para alimentar “vampiros” das riquezas da natureza e sugadores das mais-valias produzidas pelos trabalhadores.
Desde a primeira revolução industrial e até aos dias de hoje, que a sociedade capitalista, fomenta e cava as profundas desigualdades económicas e sociais, e se apropria das riquezas e das mais-valias produzidas.
Mas ambiciono a uma sociedade desigual mas justa e humana para com todos os seres vivos.
Pugno por essa sociedade em que cada ser humano dará tudo o que poder dar, trabalho, (arte, etc.), e receberá dessa mesma sociedade tudo o que necessitar para viver dignamente em sintonia com todos os seres vivos, humanos e outros.  

Francisco Tomás
10/11/2010


domingo, 18 de novembro de 2012

Gandhi,Liderança e Exemplo!


Um entre tantos


Mohandas Karanchand Gandhi (conhecido como “Mahatma” “ grande alma em hindu”) nasceu em 2 de Outubro de 1869 em Portbandar e aí viveu a sua infância sem aparentes preocupações, já que cresceu livre da miséria que invadia a esmagadora maioria das crianças e do povo indiano.
Filho de Karanchand, primeiro-ministro de um dos muitos estados autónomos da índia. A sua mãe era uma religiosa Vaislmavite. Gandhi era um garoto comum que cumpria com as tradições hindus e era dedicado aos seus pais.
Gandhi casou-se aos 13 anos de idade com Kasturbai Makanji que tinha a mesma idade. O casamento cumpriu as tradições religiosas dos hindus, em que os casamentos eram negociados entre as famílias. Gandhi sentia-se inclinado para o estudo da medicina, mas a sua família não queria que ele trabalha-se em algo que provocasse dor em qualquer pessoa, nem mesmo que fosse para tratá-las.
Gandhi optou pela advocacia e conseguiu autorização da sua mãe para rumar a Inglaterra para estudar. Esta atitude de Gandhi desafiou os regulamentos da sua casta religiosa, os quais se opunham e até proibiam o estudo em Inglaterra, potência colonizadora.
No entanto Gandhi rumou a Londres onde estudou numa universidade de direito.
Em Londres, Gandhi aderiu ao Vegetarianismo e organizou um clube de vegetarianos.
Gandhi, após terminar o curso de direito voltou para a Índia em 1891. Regressado e embora formado, não conseguia arranjar emprego na sua área. Entretanto uma firma Hindu que tinha trabalhos em Natal na África do Sul, deu-lhe trabalho pelo período de um ano.
Gandhi aceitou e rumou até á África do Sul, onde foi encontrar um ambiente hostil, discriminatório social e etnicamente, que o fez evoluir na sua consciência política. No meio de tantos insultos e atrocidades, ele elevou-se criticamente e começou a sua luta social e política.

Gandhi e a sua Evolução Política



Conta-se que Gandhi um dia viajava num comboio em primeira classe, mas foi convidado a mudar para uma carruagem de III classe, pelo simples facto da cor da sua pele. Gandhi recusou obedecer e foi expulso do comboio. Aqui começou a sua luta não violenta mas activa contra a discriminação.
Como advogado e agora com uma nova consciência social mais aguçada, Gandhi passou a defender e a resolver casos difíceis. Gandhi acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal e descobrir a verdade e não a tentar incriminar o inocente.
Rapidamente ganhou fama, tornou-se conhecido pela sua persistência e pela sua ética. Esta nova realidade impelia Gandhi a lutar pelos direitos dos seus compatriotas, que para além de serem discriminados socialmente, agora também lhes retiravam o direito de voto. Nesta situação, Gandhi decidiu ficar na África do Sul e fundar o Congresso Hindu em 1894 e por mais de 20 anos lutou aí, pelos direitos da sua minoria étnica.
A persistência activa na luta pela dignidade humana, levou a inúmeras vitórias dos Hindus na África do Sul, ao mesmo tempo que a sua fama e glória aumentava também na sua terra, no seu país e principalmente no seio do povo Indiano

A Luta pela Libertação na Índia.


Em 1944, Gandhi regressou á Índia em definitivo e iniciou a luta pela independência do seu país, do jugo de três séculos de exploração e dominação escrava, levada a cabo pelos colonialistas Ingleses.
Gandhi já tinha provado na sua prática social e política na África do Sul, ser um consequente defensor do “SATYAGRAHA”, ou seja, não agressão e não-violência como meio de revolução ou força da verdade.
Gandhi revelou-se nos argumentos e na sua vivência quotidiana e política, um Líder. Ele utilizou a tradição do seu povo para levantar a bandeira da dignidade, como a força motriz da luta pela libertação da Índia, do jugo dominador dos ditos “superiores”.
Gandhi sustentou a sua liderança na luta pela Libertação e Independência da Índia, num dos principais ensinamentos do hinduísmo: A- HIMSA- não-violência, ou como Gandhi preferia dizer” PERSISTÊNCIA PELA VERDADE”.
Gandhi acreditava que era impossível transformar a sociedade sem se transformar primeiro a si próprio. Neste sentido ele era um consequente lutador contra a opulência e o desperdício. Por isso Gandhi teve uma vida cultivada na alimentação natural, fazia marchas, praticava yoga e meditação transcendental. Ele usava apenas aquilo que fosse de extrema necessidade. Ele usava apenas uma tanga e um xaile de algodão que era totalmente feito por ele próprio.

A Marcha do Sal


Gandhi, na luta pela libertação da Índia, liderou inúmeras greves e marchas contra a dominação inglesa. Um dos maiores desafios que marcaram de forma decisiva foi o enfrentar do opressor inglês, com a organização da Marcha do sal.
Os ingleses proibiam os indianos de fazerem o seu próprio sal e impuseram mais um imposto sobre a compra do mesmo. Gandhi deu início à famosa Marcha do Sal, em direcção ao mar. Após uma dura marcha de 28 dias, em direcção das praias banhadas pelo Oceano Índico, em que milhares de indianos andaram mais de 320 km a pé, para fazerem o seu próprio sal e assim afrontarem e desobedecerem ao poder colonial Inglês.
Após estas centenas de quilómetros, Gandhi, o líder indomável da enorme multidão que o acompanhava, anunciou um ataque às salinas dominadas pelo governo. Para impedir o acto, os polícias golpearam as cabeças dos manifestantes com chicotes de pontas de aço. Nem um manifestante ergueu sequer um braço para se defender. Após essas cenas brutais, a opinião pública mundial passou a condenar a acção britânica.
Neste, como em tantos outros movimentos massivos de desobediência civil e de activo boicote ao comércio, dominado pelos britânicos, Gandhi foi levado para a prisão. Mas como sempre, este acto revelou-se não ser eficaz para deter Gandhi, uma vez que Gandhi vivia sem luxos, via a prisão apenas como uma oportunidade de reflexão e leitura. “ Cadeia é cadeia para ladrões; para mim, ela é um templo”, foi uma das suas frases memoráveis.

Um Exemplo de Vida


Gandhi sabia que todos os movimentos massivos de desobediência civil eram actos activos de provocação e afrontamento ao poder colonizador britânico, que o desgastava, corroía e enfraquecia.
Mas estes mesmos movimentos afirmavam a cada dia a supremacia e força moral do povo Indiano, contra a massa bruta inglesa.
Gandhi com o seu exemplo de vida simples e dedicado à causa maior da luta de libertação do seu povo, não se cansava de dizer: “ a minha mensagem é a minha vida”.
Por tudo isto Gandhi foi admirado pelo seu povo, por aliados e até por adversários.
Até o primeiro-ministro Britânico Winston Churchill, lhe chamou o “Faquir Despido”. Isto, porque o chamado faquir despido se alimentava com uma côdea de pão de arroz e água, vestia-se com tecido feito por ele próprio e vivia numa casa sem qualquer ponta de sumptuosidade.
Albert Einstein também o saudou como sendo” Porta-voz da Humanidade”.
Gandhi demonstrou na prática que é possível liderar milhões de vontades de forma pacífica, mas persistente, continuada, activa e até provocatória e derrotar os dominadores, porque eles só dominam enquanto o povo deixar.
Quando o povo Indiano lutou de forma persistente, corroeu até às entranhas o domínio Britânico, de tal forma, que o levou à derrota, à humilhação e ao abandono da Índia.
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Pensamentos de Gandhi


“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita.”
Mahatma Gandhi
“A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável.”
Mahatma Gandhi
“A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem a posse de um destemor inflexível.”
Mahatma Gandhi
“A vida merece algo além do aumento da sua velocidade.”
Mahatma Gandhi
“Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.”
Mahatma Gandhi
“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objectivo?”
Mahatma Gandhi
“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.”
Mahatma Gandhi
“O mundo está farto de ódio.”
Mahatma Gandhi
“Algemas de ouro são muito piores que algemas de ferro.”
Mahatma Gandhi
“A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem um rigoroso controlo da gula.”
Mahatma Gandhi
“O amor nunca faz reclamações; dá sempre. O amor tolera; jamais se irrita e nunca exerce vingança.”
Mahatma Gandhi
“A pureza de espírito e a ociosidade são incompatíveis.”
Mahatma Gandhi
“A força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea.”
Mahatma Gandhi
“Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza.”
Mahatma Gandhi
“Olho por olho, e o mundo acabará cego.”
Mahatma Gandhi

Conclusão


Nesta viagem, de pesquisa, realizada e que me levou a ler várias opiniões, informação vária e a sítios vários na internet, leva-me a concluir que a luta pela libertação da Índia foi a mensagem ao mundo da vida de Gandhi.
Gandhi acreditava que era impossível transformar a sociedade sem se transformar a si próprio.
Efectivamente, Gandhi que tinha origem numa família burguesa e abastada, que estudou em Londres e se formou em advocacia transformou-se e pautou a sua vida pela simplicidade material, sem qualquer luxo ou opulência.
Constatei que Gandhi fez desta mensagem a bandeira para conduzir o povo indiano numa luta em que: “A força não provinha da capacidade física mas da vontade férrea”.
Foi mesmo a vontade férrea de Gandhi que passou para o seu povo e como um só, lutaram pacífica, activa e persistentemente pela verdade, ou seja pela independência da Índia.
Constato que Gandhi foi um dos mais influentes pensadores e fundadores do Estado Indiano e revelou-se não só nos argumentos, como na sua vivência quotidiana e política como um dos mais hábeis condutores de movimentos massivos.
Gandhi demonstrou na prática que é possível liderar milhões de vontades em movimentos pacíficos, mas persistentes que corroeram e desacreditaram profundamente o colonialismo inglês, ao ponto de o levar a abandonar o país que colonizou durante mais de três séculos.


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Francisco Tomás
11/07/2011

ALENTEJO DA MINHA ALMA, TÃO LONGE E PERTO VAIS FICANDO

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mente fria,obsessiva e compulsiva da Pobreza!


Steve Paul Jobs nasceu em 1955 no dia 24 de Fevereiro, em Los Altos, Califórnia, Estados Unidos da América. Este cidadão americano foi adoptado por um casal, que contribuíram para a sua educação, de forma positiva. Quando completou 17 anos de idade, terá entrado para a Universidade Reed College, situada em Portland, no Estado de Oregon. Ao fim de 6 meses desistiu, devido a não conseguir suportar os elevados custos.
Aos vinte anos de idade, Steve Jobs, com o seu amigo Steve Wozniak, fundaram a APPLE. Esta empresa, que iniciou a actividade (na garagem dos seus pais) com duas pessoas, passou para 10.000 em dez anos.
Jobs, aos 30 anos de idade, ironicamente foi despedido da APPLE, empresa que ele formara havia dez anos decorridos.
Jobs fundou outras empresas de nome NEXT e PIXAR, que viriam a dar nas vistas.
Jobs casou com uma senhora de nome Laurene Powell, em1991, que conheceu numa Universidade. Foi durante este período que desenvolveu o MAC.
A Xerox desenvolveu o smalltalk, um ambiente gráfico que usava o rato como uma ferramenta a mais de trabalho.
Na APPLE foram cépticos em relação a esta ideia, mas Steve Jobs adoptou e desenvolveu este conceito. Este computador de nome LISA, foi uma homenagem à filha de Jobs.
Steve Jobs, adquiriu a PIXAR Animation Studios da Lucas film, em 1986 e fundou a NEXT CORP. em 1989. A PIXAR, sob a direcção de Jobs (e em parceria com os Estúdios Disney) produziu diversos filmes como “Toy Story”, “ Vida de Insecto”, “ Procurando Nemo” e “Monstros S. A.” Alguns deles foram premiados com um Óscar.
A APPLE, após despedir Steve Jobs, entrou num plano descendente e “lançou a rede” ao peixe, que certamente também se colocou a jeito de ser apanhado.
Com o regresso de Steve Jobs à APPLE, esta começou novamente a recuperar do período de hibernação em que tinha entrado.
Ao ler sobre as vidas profissionais de personagens que partem da pobreza, que fazem da sua vida uma corrida louca de acumulação de riqueza, enquanto milhões de cidadãos vegetam, não vejo esses percursos como empreendedores, dinâmicos e até brilhantes “máquinas” de fazer dinheiro, de fazer fortunas individuais. O que vejo são mentes obsessivas, compulsivas e frias que fogem da pobreza. Por isso desprezam o bem-estar de milhões em detrimento dos seus seres mesquinhos e desprovidos de sentimentos colectivos e solidários.
Eu, pessoalmente, dou mais valor, aliás, dou todo o valor aos cidadãos que se dedicam até com “sacrifício” dos interesses individuais, em prol das causas do bem colectivo, dos cidadãos e do progresso das sociedades, mas solidárias.

Dezembro de 2010



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