sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

HÁ SAÍDA PARA A CRISE?




É inegável que é grave a crise que particularmente se vive em Portugal, e é mais grave dia após dia, mês após mês e ano após ano.
A crise gera l do sistema económico Capitalista afecta Portugal, onde a recessão se tem aprofundado desde 2007 e acarreta uma espiral de austeridade profunda desde 2011.
 
Todos os dias são noticiados, e reais centenas e até milhares de trabalhadores dispensados dos empregos. Os despedimentos não são sómente no sector industrial, mas também no comércio, bancário, função pública, professores, médicos, engenheiros etc. Desde 2007 que o desemprego se transformou numa rotina nas nossas vidas.
O desemprego é uma ferida dolorosa que provoca gangrena na vida na vida de cada pessoa afectada. O fundo de desemprego que outrora era tido como uma protecção, tem sido transformado pelo governo PSD/CDS e troica, numa mera e breve “esmola”.

A privação do trabalho e ou de subsídio de desemprego é um drama e uma punição barbara, para quem quer trabalhar e o governo não garante a sua segurança.
Estou a falar dos cidadãos que não tem a quem vender a sua força de trabalho, já que apenas tem as suas mãos como força de trabalho, já que os detentores dos meios de produção, não lhes dão trabalho.
A dívida e os juros pagos aos credores, banqueiros Alemães, Ingleses, Franceses, Holandeses, Luxemburgueses etc. são a primeira e maior despesa do orçamento geral do Estado.
 
Os governantes, neste momento, proclamam ter havido uma vitória com a ida aos mercados (banqueiros e outros especuladores bolsistas) comprar empréstimos. Comprar empréstimos a 5%, quando se paga 3% de juros à troica, é uma vitória?

Não nos esqueçamos que a dívida já vai nos 120% do produto interno bruto Português.
Assistimos ao espetáculo degradante de os banqueiros internacionais (FMI e Troica), exigirem planos de austeridade, e dessa forma tentarem garantir o pagamento dos seus juros agiotas, com os dinheiros roubados às nossas vidas.
As nossas vidas são condicionadas e minguadas pela dívida que os sucessivos governos e o actual PSD/CDS, fizeram e que continua a aumentar dia a dia.

É minha opinião que a dívida externa não é possível pagar se não for renegociado os valores dos juros e o prazo de pagamento. Não temos condições de pagar o endividamento em que nos lançaram, em menos de trinta anos.

O PSD,CDS e José Sócrates sabem que a dívida não é pagável, José Sócrates até o afirmou publicamente. O PSD e CDS não o dizem mas ao rejeitar renegociar os juros e o prazo de pagamento, estão a aceitar a eternização do pagamento de juros. Os juros agiotas são uma renda garantida, um lucro permanente para os banqueiros nacionais e internacionais.
Se o nosso país cada vez é mais dependente de outros países, na indústria, agricultura, pescas etc. Se cada vez produzimos menos para a nossa subsistência, se cada vez mais se produz para a exportação, se cada vez mais as multinacionais levam os dinheiros para outras economias, como vamos sair do fundo do poço?

A ideia central dos governantes, das multinacionais e dos banqueiros, de que o que é bom para Portugal é exportar a todo o vapor, tem-nos deixado o país sem agricultura, sem indústria, sem pescas, sem desenvolvimento sustentado e totalmente dependente.

Os governantes tentam calar os cidadãos com a ladainha de que a crise obriga a que os sacrifícios devem ser distribuídos por todos.

Tentam justificar a baixa dos salários, o seu congelamento, os roubos dos subsídios de férias e do 13º mês, os cortes na saúde, na educação, nos subsídios de desemprego, nas pensões de reforma, os aumentos dos preços dos combustíveis, gás, electricidade, transportes, rendas de casa, do IMI e dos vários serviços públicos.

Mas os banqueiros cada vez ganham mais, os bancos cada vez tem mais e maiores lucros e os especuladores bolsistas ganham lucros fabulosos sem custos fiscais.

Os sacrifícios é que não mudam de mãos, não mudam de corpos. Recaem sempre sobre o povo indefeso e sofrido. O povo vive na miséria, na fome, no desemprego. O povo morre por falta de tratamentos e de medicamentos, que sendo caros os governantes dizem que não é rentável, não se justifica gastar dinheiro com quem vai morrer. E depois vem os banqueiros dizer que o povo aguenta, aguenta, então não aguenta.
 
 Se meia dúzia de sem abrigo aguenta, por que motivo não pôr todos, como sem abrigo, a aguentar ainda mais. São os vampiros a falar sobre o leito de morte dos sacrificados.

Qual a causa da crise?

As crises do capitalismo são cíclicas e são a consequência do seu sistema de produção. A contradição entre o crescimento da produção para a obtenção do lucro máximo, esbarra com a limitada capacidade económica para consumir dos milhões de cidadãos. Daqui saem as crises constantes.

Mas também somos confrontados com a dominação dos países capitalistas mais desenvolvidos, sobre os menos desenvolvidos. O sistema capitalista, pela sua natureza vampírica de chupar todas as fontes de riqueza e lucro, leva ao desenvolvimento desigual de país para país.

Enquanto existir capitalismo, existirão crises, e elas, cada vez. Serão mais frequentes e mais devastadoras para os trabalhadores, para os países e para o mundo.
Ou seja, meia dúzia de exploradores roubando os povos e o seu direito de viver, trabalhar e ser feliz de forma harmoniosa e solidária, à escala planetária.

Estas são as causas fundamentais das crises. É evidente que também existem outros factores de ordem política ou conjunturais.
Temos um governo enfeudado aos DONOS DE PORTUGAL, aos banqueiros nacionais e estrangeiros, que mandam e desmandam, que fazem do Estado o seu Euro milhões permanente. Os seus monopólios são COMO UM POLVO QUE COM OS SEUS TENTÁCULOS DOMINAM O ESTADO E OS CIDADÃOS. Eles dominam as PPPs ganhando milhões de euros todos os dias com contratos ruinosos para o erário público. Nos negócios especulativos com os seus bancos, entregam ao erário público os lixos tóxicos e ficam com os milhões livres de prejuízos.

Temos um governo enfeudado aos banqueiros nacionais e estrangeiros, ao FMI e á troica, com planos de austeridade, que visam lançar impostos e mais impostos sobre os cidadãos, e roubar esses milhões como lucro dos juros agiotas sobre a dívida externa.

TERMINAR COM ESTAS POLÍTICAS DE AUSTERIDADE, DEVE SER O PRIMEIRO PASSO QUE URGE DARMOS.

Este passo deve ser dado pelos milhões de cidadãos, pois não chega os partidos que estão contra a troica.
 
SÓ COM UM PODEROSO MOVIMENTO UNITÁRIO, QUE ABANDONE A POLÍTICA DO PS, PSD E CDS, RASGUE OS ACTUAIS ACORDOS COM A TROICA, DECIDA LUTAR POR UM PROGRAMA QUE TENHA COMO PRIMEIRO PONTO A SUSPENSÃO DE PAGAMENTO DOS JUROS DA DÍVIDA E SUA RENEGOCIAÇÃO, PODERÁ IMPÔR NOVAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS.

O corte com as políticas da troica, não sairá do governo nem da casta de dirigentes como António José Seguro. É indispensável que cada cidadão, que a maioria dos cidadãos com ou sem partido, com ou sem religião, se movimente até se formar UMA NOVA MAIORIA POLÍTICA DESCOMPROMETIDA COM AS MEDIDAS DA TROICA, DOS BANQUEIROS e DOS DONOS DE PORTUGAL.

Só um novo movimento poderá vencer, rasgar os acordos agiotas e opressores entre troica e governo e conquistar no seu caminho uma nova maioria política que poderá dar origem á formação de um novo governo, que nos devolva as nossas vidas.

Francisco Tomás
28/01/2013









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