domingo, 27 de novembro de 2011

Eu, Tu, Nós e Eles!


Na natureza vivem vários seres vivos, sejam eles microscópicos, gigantes, frágeis ou robustos. Um desses seres vivos é a espécie humana que ao nascer é mais frágil do que qualquer outra espécie.
Todo e qualquer ser humano quando sai da barriga da sua mãe e coloca a cabeça cá fora, a sua primeira reacção é chorar. Mas esse choro é inocente, é desprovido de consciência, é um choro ignorante.
Todo e qualquer ser humano quando nasce “ não sabe que não tem casa” ou que tem casa.
Todo e qualquer ser humano quando nasce não sabe que, se conseguir sobreviver nesta sociedade desigual, apenas tem garantido o direito ao ar, ao Sol e á chuva. Todas as outras matérias foram e são pilhadas e declaradas bens privados, pelos capitalistas usurpadores.
Todo e qualquer ser humano, em rigor, não nasce rico ou pobre, mas pura e simplesmente todos iguais, todos inocentes e todos ignorantes.
Todo e qualquer ser humano não nasce criminoso.
Todo e qualquer ser humano não nasce ladrão.
Todo e qualquer ser humano não nasce bombista.
Todo e qualquer ser humano não nasce grevista, drogado, médico, deputado, advogado, governante, “Chico esperto” ou operário.
Todo e qualquer ser humano, após nascer vai ser formado no seio de uma sociedade que tem um regime social.
Todo e qualquer ser humano após nascer, irá “sofrer”um processo de transformação nas circunstâncias várias da sua vida e todos os factos serão cruciais na sua formação e construção da sua personalidade.
Todo e qualquer ser humano vai ser influenciado pelo ambiente natural, pelo mundo, pela sociedade que o rodeia e envolve a cada momento da sua vida, da sua evolução, da sua formação social que lhe formará a sua consciência.
A diversidade do género humano deve ser procurada no meio social e nas interacções humanas e materiais que rodeia a formação, a transformação e evolução de todo e qualquer ser humano.
Todo e qualquer ser humano no seu processo evolutivo e formativo, como ser social, e em transformação permanente, ele, será inevitavelmente uma fotografia marcada pela moldura que lhe foi colocada pelo meio em viveu.
Esta sociedade que é profundamente desigual em todos os aspectos materiais, incute a teoria da inevitabilidade do rico e pobre, do sempre foi assim e não há nada a fazer, etc.
Mas nem sempre foi assim e não estamos condenados a continuar a viver neste lamaçal.
Isso depende de Mim, de Ti, de Nós e Deles.
Eu estou nessa e tu?

Francisco Tomás
27/11/11

Sem comentários:

Enviar um comentário