Todos
nós, seres humanos, possuímos um património genético, o nosso próprio
(ADN), o que nos torna únicos, diferentes ou desiguais. É esta molécula,
(ADN), que fazendo de nós quase iguais, quase gémeos também nos faz
todos diferentes, desiguais e únicos.
Os
seres humanos têm 99,99% de genes que compartilhamos entre nós. A
genética baniu de vez o conceito de raças, reduziu as diferenças a
etnias. As diferenças biológicas são ínfimas entre nós, mas as
diferenças sociais e económicas são mais que muitas.
E
não deixa de ser lamentável que, a CONSTITUIÇÃO e os deputados,
portugueses, continuem presos ao conceito anti cientifico (para não
dizer outros nomes) de dividir e classificar as etnias de RAÇAS.
Pois assim, continua a rezar o articulado da constituição Portuguesa e o articulado do tratado de Lisboa.
A
história da nossa espécie, as migrações, as perseguições em rotas de
caça, as conquistas de espaços, territórios, as técnicas de
desenvolvimento, as visões de grupo e de poder sobre os restantes seres,
reflectiram-se no desenvolvimento desigual dos seres, das sociedades,
dos países e dos continentes.
Os
milhões de anos de evolução e transformação até aos dias de hoje foram e
são desprovidos de sentimentos de IGUALDADE, actuações de socialização
dos meios de produção, de partilha das mais-valias e por inerência das
desigualdades reais determinantes entre os homens: AS DESIGUALDADES
ECONÓMICAS SÃO O FRUTO DO SISTEMA CAPITALISTA QUE É A MÃE E O PAI DE
TODAS AS DESIGUALDADES.
A
organização das sociedades baseadas no sistema económico de mercado,
leva os seres humanos a matarem-se a trabalhar na esperança de alcançar
uma vida melhor. Mas o que nos acontece? Matamo-nos a trabalhar para
perpetuar uma vida miserável, de PROFUNDAS DESIGUALDADES ECONÓMICAS para
quem trabalha, e uma vida faustosa para quem arrebata as mais-valias
produzidas pelos cidadãos trabalhadores.
O
perpetuar desta vida de escravidão gera um turbilhão de sentimentos,
sobre os senhores do dinheiro. Sentimento de angústia, de salve-se quem
puder, de individualismo, de inveja, mas também de revolta, muita
revolta contra o sistema económico, organizativo e social que nos
governa e gera as desigualdades económicas e sociais. Estes sentimentos
são o gérmen da necessidade de transformação das nossas vidas. São a
tomada de consciência da necessidade de uma outra forma de organizar as
sociedades, com um conteúdo mais justo. Essa sociedade, na minha opinião
e baseado na reflexão sobre a evolução histórica das sociedades, NÃO
VAI SER TAMBEM IGUALITÁRIA. Não será igualitária, porque objectivamente
não há nem haverá sociedades igualitárias, quer na repartição do
trabalho, quer na repartição da riqueza.
Essa
sociedade, que pessoalmente preconizo, será uma sociedade em que o
primado da economia será pública e as mais-valias reverterão para todos
os cidadãos, através do aumento do bem-estar social.
Essa
sociedade formará as consciências humanas, baseadas em novas práticas
de distribuição das mais-valias e dos bens sociais, para aceitarem
pacificamente as DESIGUALDADES objectivas da sociedade. Acredito que
será possível transformar as consciências humanas, para aceitarem sem
dramas e pacificamente que um outro ser humano que precisa mais, terá
mais, mesmo que esse cidadão não possa dar quase nada á sociedade.
Isto
será possível desde que os cidadãos mudem as suas consciências e se
organizem tendo como CENTRO DA VIDA A SUA VIVÊNCIA, A SUA SOBREVIVÊNCIA
EM ARMONIA COM A NATUREZA.
Trabalharmos
para viver de forma equilibrada com a natureza e não para alimentar
“vampiros” das riquezas da natureza e sugadores das mais-valias
produzidas pelos trabalhadores.
Desde
a primeira revolução industrial e até aos dias de hoje, que a sociedade
capitalista, fomenta e cava as profundas desigualdades económicas e
sociais, e se apropria das riquezas e das mais-valias produzidas.
Mas ambiciono a uma sociedade desigual mas justa e humana para com todos os seres vivos.
Pugno
por essa sociedade em que cada ser humano dará tudo o que poder dar,
trabalho, (arte, etc.), e receberá dessa mesma sociedade tudo o que
necessitar para viver dignamente em sintonia com todos os seres vivos,
humanos e outros.
Francisco Tomás
10/11/2010

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