quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Todos Diferentes e Todos Iguais!


Todos nós, seres humanos, possuímos um património genético, o nosso próprio (ADN), o que nos torna únicos, diferentes ou desiguais. É esta molécula, (ADN), que fazendo de nós quase iguais, quase gémeos também nos faz todos diferentes, desiguais e únicos.
Os seres humanos têm 99,99% de genes que compartilhamos entre nós. A genética baniu de vez o conceito de raças, reduziu as diferenças a etnias. As diferenças biológicas são ínfimas entre nós, mas as diferenças sociais e económicas são mais que muitas.
 E não deixa de ser lamentável que, a CONSTITUIÇÃO e os deputados, portugueses, continuem presos ao conceito anti cientifico (para não dizer outros nomes) de dividir e classificar as etnias de RAÇAS.
Pois assim, continua a rezar o articulado da constituição Portuguesa e o articulado do tratado de Lisboa.
               

A história da nossa espécie, as migrações, as perseguições em rotas de caça, as conquistas de espaços, territórios, as técnicas de desenvolvimento, as visões de grupo e de poder sobre os restantes seres, reflectiram-se no desenvolvimento desigual dos seres, das sociedades, dos países e dos continentes.
                Os milhões de anos de evolução e transformação até aos dias de hoje foram e são desprovidos de sentimentos de IGUALDADE, actuações de socialização dos meios de produção, de partilha das mais-valias e por inerência das desigualdades reais determinantes entre os homens: AS DESIGUALDADES ECONÓMICAS SÃO O FRUTO DO SISTEMA CAPITALISTA QUE É A MÃE E O PAI DE TODAS AS DESIGUALDADES.
A organização das sociedades baseadas no sistema económico de mercado, leva os seres humanos a matarem-se a trabalhar na esperança de alcançar uma vida melhor. Mas o que nos acontece? Matamo-nos a trabalhar para perpetuar uma vida miserável, de PROFUNDAS DESIGUALDADES ECONÓMICAS para quem trabalha, e uma vida faustosa para quem arrebata as mais-valias produzidas pelos cidadãos trabalhadores.
                O perpetuar desta vida de escravidão gera um turbilhão de sentimentos, sobre os senhores do dinheiro. Sentimento de angústia, de salve-se quem puder, de individualismo, de inveja, mas também de revolta, muita revolta contra o sistema económico, organizativo e social que nos governa e gera as desigualdades económicas e sociais. Estes sentimentos são o gérmen da necessidade de transformação das nossas vidas. São a tomada de consciência da necessidade de uma outra forma de organizar as sociedades, com um conteúdo mais justo. Essa sociedade, na minha opinião e baseado na reflexão sobre a evolução histórica das sociedades, NÃO VAI SER TAMBEM IGUALITÁRIA. Não será igualitária, porque objectivamente não há nem haverá sociedades igualitárias, quer na repartição do trabalho, quer na repartição da riqueza.
                Essa sociedade, que pessoalmente preconizo, será uma sociedade em que o primado da economia será pública e as mais-valias reverterão para todos os cidadãos, através do aumento do bem-estar social.
                Essa sociedade formará as consciências humanas, baseadas em novas práticas de distribuição das mais-valias e dos bens sociais, para aceitarem pacificamente as DESIGUALDADES objectivas da sociedade. Acredito que será possível transformar as consciências humanas, para aceitarem sem dramas e pacificamente que um outro ser humano que precisa mais, terá mais, mesmo que esse cidadão não possa dar quase nada á sociedade.
Isto será possível desde que os cidadãos mudem as suas consciências e se organizem tendo como CENTRO DA VIDA A SUA VIVÊNCIA, A SUA SOBREVIVÊNCIA EM ARMONIA COM A NATUREZA.
Trabalharmos para viver de forma equilibrada com a natureza e não para alimentar “vampiros” das riquezas da natureza e sugadores das mais-valias produzidas pelos trabalhadores.
Desde a primeira revolução industrial e até aos dias de hoje, que a sociedade capitalista, fomenta e cava as profundas desigualdades económicas e sociais, e se apropria das riquezas e das mais-valias produzidas.
Mas ambiciono a uma sociedade desigual mas justa e humana para com todos os seres vivos.
Pugno por essa sociedade em que cada ser humano dará tudo o que poder dar, trabalho, (arte, etc.), e receberá dessa mesma sociedade tudo o que necessitar para viver dignamente em sintonia com todos os seres vivos, humanos e outros.  

Francisco Tomás
10/11/2010


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