Uma visão sobre o Estado
Os
actuais governantes andam a discutir como roubar mais dinheiro aos cidadãos,
para pagar os juros agiotas à troica. A esta discussão, dão-lhe o pomposo nome
de "refundação do Estado social".
Reflitamos,
então, sobre o Estado no seu todo, como superestrutura das sociedades.
O
Estado, não existiu sempre; ele é o produto da evolução da produção, que
evoluiu para a divisão das sociedades em classes sociais com interesses
irremediavelmente opostos.
Pela
sua própria origem, o Estado sempre foi e é a superstrutura directamente ligada
às condições sociais da produção.
O
Estado aparece, desde a sua origem, como o instrumento de dominação, de
opressão, dirigido contra os cidadãos oprimidos e ao serviço dos opressores.
O
Estado foi e é a força pública organizada das classes dirigentes para conservar
e desenvolver os seus privilégios. Foi e é por intermédio do Estado que a
dominação e opressão se organizou, aperfeiçoou e espalhou a todos os
domínios, administrativo, militar, policial, judicial, prisional, educacional,
social, financeiro etc.
O
Estado, pelas suas necessidades de dominação, jogou a mão a tudo o que, na vida
social, pode consolidar o seu poder; nomeadamente, a religião tornou-se um
precioso e poderoso auxiliar, frequentemente usado como o principal meio de
opressão espiritual.
Assim
tem sido, também, com a maioria dos ramos do ensino/educação, que tem sido
orientado no sentido de favorecer os privilégios das classes dirigentes, e tem contribuído
para a domesticação dos espíritos. A moral, os hábitos e costumes, tudo, até
mesmo as de ordem artística e estética, tem sido utilizadas para manter e
reforçar o poder de dominação sobre os cidadãos anónimos.
O
Estado foi e é a superstrutura mais importante, aquela organização de que
depende a dominação da violência ou o seu desaparecimento, de todas as relações
sociais.
O
Estado não existiu desde sempre. Houve sociedades que viveram e trataram das
suas vidas sem ele, Estado, que não tinham qualquer ideia nem necessidade do
Estado. Mas, com o desenvolvimento económico capitalista, que levou á divisão
da sociedade em classes, as classes dirigentes organizaram o Estado como
dominação, suprema, sobre os cidadãos.
Hoje,
com o agudizar das crises, constantes, do sistema económico capitalista e o
agudizar das contradições de interesses entre os capitalistas reprodutivos e
especuladores financeiros, aproximam-nos de uma crise geral e permanente, em
que temos que optar entre DEMOCRACIA OU FASCISMO.
Hoje
temos que optar entre CAPITALISMO OU SOCIALISMO, ENTRE TROICA OU AS NOSSAS
VIDAS.
O Estado tem que ser
financiado com os impostos que sempre pagamos mas também com os lucros das
empresas que dão lucro e que os governos têm vendido e retirado os lucros ao
serviço público.
“Para este peditório o
pessoal já deu.”É preciso, é fundamental pôr em causa o sistema económico, o
Estado capitalista, pois é ai que está o problema, ele não tem solução.
Hoje, mais do que nunca
é preciso exigir que todos os sectores estratégicos e lucrativos sejam
propriedade pública e utilizar os seus lucros para o bem da maioria dos
cidadãos em vez de ficar a engordar os grupos privados.
Hoje, financiar as
nossas vidas, reduzir o desemprego, criar empregos, garantir as pensões, é
administrar o que é rentável e não vender aos vampiros.
É minha opinião, que
deve ser este caminho que devemos abraçar, para defendermos as nossas vidas.
Francisco Tomás
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