domingo, 20 de janeiro de 2013

PARA ESTE PEDITÓRIO O PESSOAL JÁ DEU!



Uma visão sobre o Estado

Os actuais governantes andam a discutir como roubar mais dinheiro aos cidadãos, para pagar os juros agiotas à troica. A esta discussão, dão-lhe o pomposo nome de "refundação do Estado social".
Reflitamos, então, sobre o Estado no seu todo, como superestrutura das sociedades.

O Estado, não existiu sempre; ele é o produto da evolução da produção, que evoluiu para a divisão das sociedades em classes sociais com interesses irremediavelmente opostos.
Pela sua própria origem, o Estado sempre foi e é a superstrutura directamente ligada às condições sociais da produção.

O Estado aparece, desde a sua origem, como o instrumento de dominação, de opressão, dirigido contra os cidadãos oprimidos e ao serviço dos opressores.

O Estado foi e é a força pública organizada das classes dirigentes para conservar e desenvolver os seus privilégios. Foi e é por intermédio do Estado que a dominação e opressão se organizou, aperfeiçoou e espalhou a  todos os domínios, administrativo, militar, policial, judicial, prisional, educacional, social, financeiro etc.

O Estado, pelas suas necessidades de dominação, jogou a mão a tudo o que, na vida social, pode consolidar o seu poder; nomeadamente, a religião tornou-se um precioso e poderoso auxiliar, frequentemente usado como o principal meio de opressão espiritual.

Assim tem sido, também, com a maioria dos ramos do ensino/educação, que tem sido orientado no sentido de favorecer os privilégios das classes dirigentes, e tem contribuído para a domesticação dos espíritos. A moral, os hábitos e costumes, tudo, até mesmo as de ordem artística e estética, tem sido utilizadas para manter e reforçar o poder de dominação sobre os cidadãos anónimos.

O Estado foi e é a superstrutura mais importante, aquela organização de que depende a dominação da violência ou o seu desaparecimento, de todas as relações sociais.

O Estado não existiu desde sempre. Houve sociedades que viveram e trataram das suas vidas sem ele, Estado, que não tinham qualquer ideia nem necessidade do Estado. Mas, com o desenvolvimento económico capitalista, que levou á divisão da sociedade em classes, as classes dirigentes organizaram o Estado como dominação, suprema, sobre os cidadãos.

Hoje, com o agudizar das crises, constantes, do sistema económico capitalista e o agudizar das contradições de interesses entre os capitalistas reprodutivos e especuladores financeiros, aproximam-nos de uma crise geral e permanente, em que temos que optar entre DEMOCRACIA OU FASCISMO.
Hoje temos que optar entre CAPITALISMO OU SOCIALISMO, ENTRE TROICA OU AS NOSSAS VIDAS.
O Estado tem que ser financiado com os impostos que sempre pagamos mas também com os lucros das empresas que dão lucro e que os governos têm vendido e retirado os lucros ao serviço público.
“Para este peditório o pessoal já deu.”É preciso, é fundamental pôr em causa o sistema económico, o Estado capitalista, pois é ai que está o problema, ele não tem solução.
Hoje, mais do que nunca é preciso exigir que todos os sectores estratégicos e lucrativos sejam propriedade pública e utilizar os seus lucros para o bem da maioria dos cidadãos em vez de ficar a engordar os grupos privados.
Hoje, financiar as nossas vidas, reduzir o desemprego, criar empregos, garantir as pensões, é administrar o que é rentável e não vender aos vampiros.
É minha opinião, que deve ser este caminho que devemos abraçar, para defendermos as nossas vidas.
Francisco Tomás

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