A manipulação genética despertou em mim a curiosidade e o interesse, para me lançar num trabalho de pesquisa e reflexão sobre o ADN. Nomeadamente o que é o ADN? Como surgiu e quando surgiu o ADN? Quais os fins dados ao ADN? Que perspectiva de usos futuros com o ADN?
Eu, pessoalmente, tentei reunir o máximo de informação, em
livros, enciclopédias e em vários sítios na internet. Vou partir para a
manipulação, não do ADN, mas da informação recolhida e manifestar o meu
pensamento quanto às manipulações reais do ADN pelas comunidades científicas.
O Que é o ADN?
O ADN é uma molécula que existe dentro das células de todos os seres
vivos, bactérias, fungos protozoários, plantas e animais. Digamos que o ADN é o
SISTEMA OPERATIVO dos seres vivos. É o
sistema que controla toda a informação genética com todas as características de
cada ser vivo. Segundo os cientistas, O ADN contem as informações necessárias
para formar e dirigir todo o processo de reprodução de um qualquer ser vivo.
Ele é como um código secreto que ao ser decifrado pela célula produz todos os
componentes que fazem parte de todo e qualquer ser vivo.
Todos nós, seres humanos, mas também todos os outros seres
vivos sejam eles microscópicos ou gigantescos, frágeis ou robustos. Todos possuímos
um património genético, o nosso próprio ácido desoxirribonucleico (ADN), o que
nos torna únicos. É esta molécula, (ADN), que faz de nós quase iguais, quase
gémeos mas também todos diferentes, únicos. A sua composição química e
estrutura são elementos muito importantes para a biologia molecular. Sabe-se
hoje que todas as informações que determinam as formas e as funções dos seres
vivos estão armazenadas nos cromossomas, estruturas enoveladas que existem nos
núcleos de todas as células. Cada espécie tem um número de cromossomas, que é o
seu património genético. A espécie humana, por exemplo, possui 46 cromossomas.
A maquinaria da hereditariedade, nos cromossomas é
constituída pelos ácidos desoxirribonucleicos (ADN), que é o principal e o
ribonucleico (RNA). O ADN é capaz de produzir cópias de si mesmo no momento da
reprodução celular, passando intacto para a célula filha e levar consigo as
informações da célula mãe.
O ADN é formado por longas cadeias de nucleiotídeos. O
nucleiotídeo consiste na função de uma molécula de um açúcar (desoxirribose)
com uma molécula de ácido fosfórico e uma molécula de uma base nitrogenada
(adenina, guanina, citosina ou timina). As cadeias do ADN enrolam-se em espiral
dupla de tal forma que as bases se emparelham. A sequência de bases três a três
forma um código que regula a síntese das proteínas, individualmente, sendo os
constituintes mais importantes dos seres vivos.
Podemos afirmar que o
ADN é quem garante que um cavalo pareça um cavalo e uma gata pareça uma gata
etc.
Mas, como explicar as variações
das espécies? As proteínas de todos os seres vivos são constituídas por
cadeias longas de 20 aminoácidos, o que difere umas das outras é a posição de
cada aminoácido na sequência da cadeia. Cada três pares de bases do ADN codificam
um aminoácido da cadeia proteica. Vários conjuntos de três pares codificam uma
proteína inteira. E cada proteína é responsável por uma característica da
espécie.
Em 1856, o monge e
botânico austríaco Gregor Mendel descreveu as leis básicas da
hereditariedade. Ele fê-lo a partir do estudo sobre sucessivas gerações de
ervilhas verdes e amarelas. Ele concluiu que existiam elementos autónomos que
controlavam as características hereditárias. Ele foi na realidade o pai
da genética, mas a sua obra não foi levada em conta até ao início do
século XX.
Juann Mischer, em
1869, analisou pus humano evidenciando o ADN. Mas a evolução quanto ao
perceber e conhecer mais em profundidade levou Ostward Avery a “descobrir que o material genético de uma bactéria
podia alterar a descendência de outra. Chegados ao ano de 1953, o biólogo James Watson
e o bioquímico Francis Crick, desvendaram o segredo de como é feita a
molécula de ADN. Eles viram que o ADN tem
a forma de uma dupla hélice em espiral, com apenas quatro peças, revelando
uma simplicidade surpreendente.
Neste caminho imparável, o
químico Paul Berge em 1960 conseguiu
clonar ADN.
Em 1970 os
cientistas “ descobriram” como cortar e
pegar fragmentos de ADN, o que abriu as portas para os grandes avanços
posteriores da engenharia genética.
Alteradas as normas,
em 1970, impostas pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA sobre
investigações com ADN recombinante. Um
ano depois foi construída a primeira fábrica industrial para produzir insulina.
Em 1990 realizou-se o
primeiro procedimento de uma terapia genética. O paciente foi uma menina de
quatro anos com uma grave deficiência imunológica. Está viva e livre de parte
da doença.
Decifrado o primeiro
Genoma de um ser vivo, em 1995, o da
bactéria causadora da meningite e infeções no ouvido e nasceu a primeira ovelha
transgénica.
A comunidade científica em
1999 dera mais um passo no caminho da clarificação do ADN e decifraram o
primeiro cromossoma humano, o 22.
A Dialéctica da Evolução
Chegados a 2001, conclui-se que grande parte do material genético
humano deriva de micro organismos primitivos como vírus e bactérias. Há 113
genes humanos que provem directamente das bactérias. E, descobriu-se que 99,99% dos genes nos seres humanos
é compartilhado entre si. Estes factos vêem demonstrar mais uma vez a justeza da teoria da evolução de Charles
Darwin.
Craig Venter
cientista norte-americano concluiu não haver genes suficientes para se afirmar
a existência de um único segmento de ADN que justifique a homossexualidade, o
alcoolismo ou a agressão.
Os seres humanos não são pois prisioneiros dos seus genes. Somos,
isso sim, formados nas circunstâncias das nossas vidas e esses factos são
cruciais na formação das nossas personalidades. O meio ambiente natural, o
mundo que rodeia e envolve cada ser humano é fundamental na sua evolução.
A diversidade do
género humano tem que ser procurada no meio ambiente e nas interações humanas e
não na genética.
A genética, segundo Craig Venter, baniu de vez o conceito de Raça. Negros,
brancos e asiáticos diferem tanto entre si quanto dentro das suas próprias
etnias. As diferenças biológicas são ínfimas entre nós. Essencialmente somos
todos gémeos.
Usos e Abusos do ADN!
De uma gota de sangue, de um fio de cabelo ou de um osso pode ser
retirado ADN. Esse segmento de ADN pode ser multiplicado milhares de vezes até
se produzir ADN suficiente para a identificação de casos de paternidade, crimes
sexuais, crimes judiciais etc.
Segundo o laboratório Diagenix, o exame de paternidade é um
dos recursos mais utilizados pela justiça, a partir de técnicas que empregam o
exame do ADN. Isso pode ser feito em situações tais como:
Estando o bebé ainda no útero (retiram um pouco de líquido
amniótico para teste; Após o nascimento do bebé, retiram uma amostra da
placenta ou uma amostra de sangue; Sendo o pai vivo (em ambos os casos acima
descritos) retiram uma amostra de sangue e fazem a comparação do bebé e do pai;
Sendo o pai falecido, podem extrair amostra do ADN a partir da medula de um
osso longo, como o fémur, ou um fio de cabelo e fazem a comparação.
O ADN é usado ainda e em larga escala na manipulação de alimentos.
Os transgénicos, hoje em dia, invadem países, continentes e
o mundo.
Evolução, e Transformação Naturais!
Com o avanço do projecto Genoma, poderemos prever evoluções
para tratamentos mais eficazes e controlo médico sobre doenças crónicas como a
diabetes, hemofilia etc.
Terapia genética mais abrangente e evolução no ramo dos
fármacos.
A manipulação do ADN assim como a utilização de qualquer
nova tecnologia deve obedecer aos interesses dos cidadãos, da natureza e
condicionar os usos que visam o lucro, lançando os cidadãos e a natureza nos
desequilíbrios.
As tentativas dos homens com miolos e olhos feitos de
cifrões, que tentam, pagando a cientistas, fazer seres sub-humanos, metade
homem e metade chimpanzé, devem ser condenadas.
As utilidades de um ser assim transformado seriam para a “
realização de trabalhos humildes” ou como “ banco de órgãos para transplante”.
Tudo indica que se trata de um balão de ensaio para
acostumar a humanidade com a absurda ideia de usar a engenharia genética para
produzir raças ou subespécies mentalmente inferiores que sirvam para o
trabalho, ao lado de uma raça de “superiores” destinada a dirigir o mundo, ao
prazer e ao ócio.
É um velho sonho do capitalismo dispor de trabalhadores
incapazes de praticar lutas pelos direitos, geneticamente programados para
aceitar docilmente a exploração.
Mas, parece que, os especialistas em genética não avalizam a
possibilidade deste cruzamento, homem macaco.
Espera-se que a esmagadora maioria dos cientistas que
pesquisam a genética, que o seu interesse deva ser o aperfeiçoamento da espécie
humana, a transformação da natureza viva, em benefício da humanidade.
A natureza leva 25 milhões de anos de evolução a partir de
um primata (Driopiteco)
Para produzir a forma mais aperfeiçoada da matéria vivente,
o Homo Sapiens. É o animal mais perfeito, não apenas porque é o único que tem
consciência, fala e criou uma civilização científica e tecnológica. Do ponto de
vista anatómico também o mais perfeito. A mão humana é infinitamente mais
adaptada para produzir instrumentos que a de qualquer macaco.
Uma experiência de manipulação dos genes humanos com os de macacos,
teria resultados imprevisíveis sobre tal ou qual características humanas.
Por outro lado, a doação de órgãos
por seres humanos pode perfeitamente atender às necessidades dos transplantes. Por
trás da criação de um ser sub-humano, estariam ou estarão as intenções de
“criar” seres anatomicamente idênticos aos humanos mas com cérebros próximos ao
do macaco. Assim os usurpadores das mais-valias do planeta teriam ao seu
serviço trabalhadores capazes de trabalhar, mas incapazes de pensar, de
interrogar, de questionar, de contradizer, de lutar pela resolução das suas
necessidades e querer “ Fazer o Que Ainda não Foi Feito”.
Hitler achou que os alemães eram os “superiores eleitos” e
tentou escravizar os “povos inferiores”. Não deu certo. Posteriormente surgiu a
ideia de criar os “inferiores” em laboratório.
Fica-nos a esperança de que a humanidade se incumbirá de
sepultar tal ignóbil ambição.
Conclusão
Esta pesquisa deu-me imenso gosto realizar. Aumentou e
cimentou os meus conhecimentos, juntou mais argumentos e somou os científicos
aos empíricos.
O resultado é maior solidez de conhecimentos gerais e maior
desenvoltura nas consultas de sítios vários na internet, enciclopédia e livro
do genoma.
Com o avanço do projecto Genoma, a humanidade poderá ter
esperanças, (mas sempre moderadas devido aos interesses económicos, religiosos
e ignorantes), positivas no alcance de tratamentos mais eficazes e de controlo
de doenças crónicas como a diabetes, hemofilia etc.
Para além da terapia genética, poderemos prever também
evolução no ramo dos fármacos. Assim, e concluindo este trabalho de pesquisa
sobre o ADN, sabendo nós que a ciência está em constante desenvolvimento, novas
leituras, sobre todos os aspectos da vida material e do genoma em particular
são de esperar.
Tais leituras poderão fazer com que “o mundo pule e avance”
beneficiando as vidas dos seres vivos, nomeadamente dos seres humanos.
O que hoje nos parece impossível pode a qualquer momento ser
visto por um ou mais cientistas e um novo rumo a uma saúde melhor para a nossa
espécie, pode ser aberto.
Resta-nos pressionar os governos dos países para não
permitir que os poderes económicos tomem conta dos saberes para realizar lucros
fabulosos tornando os avanços positivos inacessíveis aos cidadãos que vivem e
vegetam com falta de meios de sobrevivência.
Fontes:
v Genoma humano
v O ADN Linguagem da vida
v O que é o ADN
v Espaço Ciência Viva
v DNA-Biologia e – escola
v Revista USP-Manipulando genes em bus….
v Todos somos diferentes e isso está presente…
Francisco Tomás




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