O MEU PENSAMENTO DE HOJE!
Esta
minha afirmação é baseada e sustentada, num episódio por mim vivido há
dezasseis anos.
Até
esse dia, 04 de Janeiro de 1995, também eu falava com convicção no “Futuro”.
Também
eu vivia com ilusão de fazer projectos para o dito “Futuro”.
Também
eu pensava para além do momento objectivo, em que pensava, em que
projectava, em que previa, em que, no fundo desejava que um dia mais tarde
fosse possível existir uma realidade objectiva, como estava a idealizar.
Eu,
nesses anos idos, também rotulava de “Futuro” uma possível situação que nunca
seria mais do que um desejo.
Qual
o facto real e objectivo, vivido no passado, que me levou a adquirir uma nova
consciência? Uma embolia pulmonar múltipla. Ou seja, faço parte de 1% dos que
sobrevivem a um tal estado.
Eu,
sou daqueles que vão e voltam á velocidade da luz. Ou seja, ou morrem ou ficam.
Tive
a sorte de ficar e por esse facto, a partir daí, adquiri a consciência de que a
realidade é o presente, é uma realidade viva, é viver e pensar dia a dia.
O
chamado “futuro”, e tudo o mais para além do momento em que estamos vivos, não
é mais do que um desejo subjectivo, um idealismo.
O
chamado “Futuro” não é mais do que um pensamento que quem a formula, gostaria
de chegar lá.
O
chamado “ Futuro” não é mais do que uma previsão que gostaria viver como o
presente.
Mais,
se o mundo é composto de mudança e toda a matéria está em ininterrupta mudança,
como será possível afirmar que o “Futuro” é ou pode vir a ser, esta ou aquela
realidade?
Numa
mudança ininterrupta, não há estados imutáveis, logo, cada estado será sempre
diferente, assim como a forma de resolução será diferente.
Na
minha modesta opinião, cientificamente, o chamado “Futuro”, não tem sentido e é
uma "perda" de tempo, ou seja, é um tempo que não é mais do que um sonho.
Francisco
Tomás
Seixal19/04/2013


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