Bom dia a todas e a todos
Camaradas,
Apresento-me a esta convenção como apoiante da Moção Unitária em Construção, moção U.
Como aderente do Bloco e não fazendo parte de qualquer
tendência, aderi desde início ao processo protagonizado para a Construção de um
projecto, de uma maquete e finalmente de uma moção política, que arma cada
aderente e armará, assim o espero, o nosso partido.
Camaradas,
Os governos
europeus insistem na austeridade a mando dos banqueiros que constituem os ganges
dos Barões Ladrões dos cidadãos e dos dinheiros públicos.
Todos os
países europeus enfrentam o problema da dívida que afeta severamente as vidas
dos povos e as contas públicas. A Alemanha e a França, quinta potência mundial,
também não escapam da crise que faz a felicidade dos bancos e dos Barões
Ladrões.
Temos um cenário com denominador comum que está a provocar alterações políticas, que podem ser profundas na escala europeia. Nenhuma nação europeia escapa ao problema da dívida pública, apesar da gravidade da crise ser diferente de país para país. O banco central europeu, tenta dividir os países por “bons e maus alunos”, colocando de um lado Bulgária, Romênia, República Checa, Polônia, Eslováquia, seguidos pelos países bálticos e escandinavos, com um endividamento inferior a 60% do PIB. Do outro lado, colocam os, ditos, “maus alunos”, cuja dívida pública ultrapassa os 100% do PIB: Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e Itália. Entre estes dois extremos, estão os outros países da União Europeia, tais como França, e calcule-se a Alemanha cuja dívida oscila entre 75% do PIB.
Os governos capitalistas europeus, liderados pela Alemanha de Ângela Merkel, são unânimes quanto à importância que se deve dedicar à “redução do déficit” público, aplicando políticas de Austeridade.
O
Capitalismo europeu coloca no centro do seu ataque aos povos A AUSTERIDADE, O
PAGAMENTO INTEGRAL DE JUROS E DÍVIDA E COMO REGRA PARA O SEU CUMPRIMENTO FEZ
APROVAR O TRATADO ORÇAMENTAL.
No entanto, com algumas exceções, em geral houve uma
incapacidade da esquerda na europa em responder à nova estrutura de classes das
sociedades pós-industriais europeias. Na Europa, cerca de 80% dos trabalhos
estão no setor se serviços, muitos dos quais são de classe média. Poderemos
dizer que a classe operária é hoje bastante reduzida, em relação aos anos 80, ainda
que haja um aumento da proletarização em toda a europa, mas, as formas de
organização da esquerda ainda refletem o sistema produtivo industrial.
As políticas de AUSTERIDADE na europa,
nomeadamente na zona euro, com cortes da despesa social e do emprego públicos,
a desregulamentação do mercado orientada para reduzir os salários, reduzir
pensões e subsídios, Mas ajudando as instituições do capital financeiro, que
quer dizer predominantemente a banca, têm cumprido um papel-chave na redução do
nível de vida das classes populares. E, limitou a sua capacidade aquisitiva,
diminuindo a procura e reduzindo a atividade económica e a produção de emprego,
além de aumentar a pobreza e a miséria, já que temos cerca de 28 milhões de
desempregados na União Europeia.
As políticas de AUSTERIDADE na europa,
nomeadamente na zona euro, com cortes da despesa social e do emprego públicos,
a desregulamentação do mercado orientada para reduzir os salários, reduzir
pensões e subsídios, Mas ajudando as instituições do capital financeiro, que
quer dizer predominantemente a banca, têm cumprido um papel-chave na redução do
nível de vida das classes populares. E, limitou a sua capacidade aquisitiva,
diminuindo a procura e reduzindo a atividade económica e a produção de emprego,
além de aumentar a pobreza e a miséria, já que temos cerca de 28 milhões de
desempregados na União Europeia.
Como sabemos, o principal ataque aos cidadãos da Europa,
nomeadamente aos portugueses, É FEITO PELOS INTERESSES ECONÓMICOS CAPITALISTAS
EUROPEUS, NACIONAIS E MUNDIAIS, CONTRA OS INTERESSES ECONÓMICOS E SOCIAIS DOS
CIDADÃOS EUROPEUS E PORTUGUESES.
Logo, o CENTRO DA NOSSA TÁTICA, DEVE SER CONTRA ESSAS MEDIDAS AUSTERITÁRIAS DOS BARÕES/LADRÕES CAPITALISTAS PORTUGUSESSES E EUROPEUS.
Ficarmos, NESTE QUADRO POLÍTICO, ACANTONADOS NA DEFESA DA
CONSTITUIÇÃO,É UMA VISÃO FORA DA REALIDADE OBJECTIVA, FORA DO TEMPO E FORA DO
CENTRO DA LUTA DE CLASSES;
É FICARMOS FORA DO EMBATE ENTRE AS FORÇAS DO CAPITAL E AS
FORÇAS DO TRABALHO;
É ABANDOR-MOS OS TRABALHADORES AOS INTERESSES DA
SOCIAL-DEMOCRACIA PS/ COSTISTA;
Será REFUGIAR E ISOLAR, NO REDUTO NACIONALISTA, “TRANSFORMANDO-NOS”
NO PCP DOS PEQUENINOS e a constituição.
Não é que tenhamos algo contra os pequeninos, porque sabemos
ser ainda pequenos para as grandes e gigantescas lutas, QUE QUEREMOS VITORIOSAS,
contra a AUSTERIDADE, A REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA E O TRATADO ORÇAMENTAL.
Mas, porque assim pensamos, DEVEMOS, CREMOS e PODEMOS
procurar UNIFICAR AS LUTAS CIDADÃS NA EUROPA, CONTRA AS MESMAS CAUSAS E FORÇAS
OSTIS COMUNS, SEGUINDO UMA VIA SOLIDÁRIA PELAS MESMAS SAÍDAS E PODERMOS RETIRAR
BENEFÍCIOS, MUTUOS,PARA OS CIDADÃOS DOS NOSSOS PAÍSES.
Urge, pois, seguirmos um caminho de UNIFICAÇÃO,
RADICALIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DAS LUTAS CONTRA A AUSTERIDADE, DÍVIDA E TRATADO
ORÇAMENTAL, NA ESCALA EUROPEIA E NACIONAL.
Após definirmos as BANDEIRAS POLÍTICAS, é fundamental e determinante tratar das formas de ORGANIZAÇÃO para concretizar as políticas definidas.
As Propostas políticas ENUMERADAS exigem em simultâneo
lançar o Debate e as Bases Organizativas, no seio do Bloco e na Sociedade
portuguesa para a sua movimentação e concretização.
O Movimento, ou Movimentos, de cidadania contra a
Austeridade, pela Reestruturação da Dívida e pelo Referendo ao Tratado
Orçamental, deverão ser no sentido de permitir AMPLOS MOVIMENTOS, AMPLAS
PARTICIPAÇÕES, LOGO NOVAS FORMAS ORGANIZATIVAS, QUE NÃO SE ENQUADRAM EM SIMPLES
CONVITES PARA INTEGRAREM QUALQUER ESTRUTURA JÁ EXISTENTE.
O Movimento, ou Movimentos, são formas de trabalhar, de
semear, não tem que ver diretamente com as eleições legislativas, visando
fermentar a REVOLTA cidadã.
QUALQUER DESTAS PROPOSTAS OU CAMINHOS ESTARÁ ISENTA DE ERROS
NAS SUAS APLICAÇÕES?
NÃO!
Como não cometer erros?
Nestas caminhadas de lutas, que percorremos, com o fim estratégico do SOCIALISMO, como é óbvio, é longo e não é fácil, nem colectiva nem individualmente. Descarrilar, para a esquerda ou para a direita, não pisar o risco, ou até, não passar a linha que divide os interesses dos mais pobres, dos mais explorados, dos interesses da burguesia e do capital, é o que se pretende é o que faz toda a diferença e só com balanços criticos e autocríticos.
A história da luta pelo SOCIALISMO mostra-nos e exige um combate ideológico contra as ideias social-democratas e conciliadoras, e exige um combate MAIOR ao dogmatismo que se apresenta como "os puros", os autoconvencidos, arrogantes, donos da verdade e, por isso mesmo, são incapazes de fazer autócritica. Só o debate alargado a todo o Bloco, e não ficar acontonado, na mesa nacional, comissão política e secretariado, permitirá a superação de desvius e, a superação de crises.
VIVA A LUTA DE TODOS OS POVOS!
VIVA O BLOCO DE ESQUERDA!
Francisco Tomás
21 de Novembro de 2014


Abraço fraterno!
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